Trabalhadores dos Correios enfrentam truculência do governo

A greve dos trabalhadores dos Correios se fortalece a cada dia, apesar das sucessivas tentativas de intimidação realizadas pelo governo e pela direção da estatal. Recentemente, o ministro Paulo Bernardo fez declarações tentando intimidar a categoria. “Não podemos confundir greve com férias. Quem não trabalha não pode ser pago”, disse o ministro que teve um reajuste de 149% em seu salário no começo do ano.

O governo federal orientou o corte do ponto dos grevistas e entrou na Justiça contra a greve. “Temos informações de que inclusive os salários de que alguns pelegos que continuaram trabalhando foram cortados também. Que isso sirva de exemplo. O ataque vem pra todo mundo”, argumentou Sérgio Lima, secretário-geral do sindicato de Sergipe.

No entanto, o Tribunal Superior do Trabalho indeferiu a liminar impetrada pela ECT (Empresa de Correios e Telégrafos). A empresa pedia a suspensão da greve ou a manutenção de 70% do quadro de trabalhadores, além de alegar a paralisação abusiva.
“É uma atitude truculenta, o governo não respeitou nem os estados que ganharam liminar contra o desconto nos salários, algo que nunca tinha acontecido nos Correios”, disse Geraldo Rodrigues, o Geraldinho, dirigente da Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios (FNTC) e da CSP-Conlutas.

Outra vitória obtida pelos trabalhadores trata da liminar, com abrangência nacional, do não desconto dos dias parados, deferida no último 30, dando mais força ainda ao movimento.

No dia 4 de outubro, os trabalhadores dos Correios fazem uma caravana a Brasília a fim de pressionar o governo pelo avanço nas negociações. Além de reajuste já e o não desconto dos dias parados, eles exigem o veto de Dilma à MP-532, que abre o capital da estatal e inicia o processo de privatização dos Correios.

Força da greve
A categoria está determinada e continua disposta a lutar por suas reivindicações. Algo que pôde ser visto em um ato em unidade com os bancários e os servidores judiciários, que agitou o centro da capital paulista, na tarde do dia 30 de setembro.
Apesar do tempo seco e do forte calor, o ato reuniu cerca de 4 mil pessoas.
A categoria tem que se manter mobilizada fortalecendo a greve em todo país, em unidade com os demais trabalhadores que também estão em campanha salarial. Esta é a forma de dobrar a intransigência da empresa.
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