Trabalhadores da Volks vão à luta para garantir decisão do TRT

Empresa se recusa a pagar o dinheiro da PLRNo dia 10 de novembro, a Volks foi derrotada no Tribunal Regional do Trabalho. Após uma forte greve, a segunda maior da história da montadora, o TRT-SP determinou que os trabalhadores da unidade de São Bernardo do Campo recebessem R$ 4.750, pela PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Ainda assim, a empresa não cumpriu a sentença até agora e entrou com recurso no TST (Tribunal Superior do Trabalho).

Com isso, os trabalhadores da Volkswagen estão descobrindo na prática de que lado está a Justiça. Quando um trabalhador é condenado, ele é obrigado a pagar a sua dívida. Caso se recuse, vai preso e fim de papo. Contudo, quando se trata de uma grande empresa, a lei não é tão dura. A Volks acha que pode tudo, a sensação é de que o país só tem lei para os trabalhadores para todo o restante da sociedade é só impunidade.

O TRT pediu ao Ministério Público do Trabalho que apure se a Volks deixou de pagar. Isso foi o máximo que a Justiça dos ricos pôde fazer até agora. Assim, não há garantias de que a Justiça garanta o pagamento da PLR e nem a devolução dos dias parados durante a greve. No mínimo, o presidente da Volks já deveria estar preso.

À luta contra os patrões
No dia 28, aconteceu um forte protesto pelo cumprimento da decisão judicial. Cerca de 7 mil trabalhadores deixaram a fábrica de Anchieta por volta das 8h e caminharam por quase quatro quilômetros pela rodovia Anchieta até o centro de São Bernardo.

Esse é o caminho. É hora de continuar com a mobilização e, assim como fizemos na greve, confiar em nossas forças e impedir que as direções governistas, ligadas à CUT e ao PT, traiam a luta. A direção do sindicato tem que chamar assembléias nos dois turnos, para iniciar uma operação redução da produção. A empresa quer produção e nós queremos o nosso dinheiro. Por outro lado, também devemos cobrar do governo uma posição. Principalmente do ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, e do ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Este, que até ontem presidia a CUT, foi funcionário da empresa e até hoje não deu as caras para defender os trabalhadores. Só a luta pode garantir nossa vitória e mudar a nossa vida.