Foto Sindicato dos Metroviários de SP

Maria Clara Psoa, agente de segurança metroviária e diretora do Sindicato dos Metroviários de SP

Os agentes de segurança do Metrô de São Paulo vem travando desde dezembro de 2019 uma importante luta contra o acúmulo de função e a precarização do serviço. Isso vem acontecendo porque a direção do Metrô está impondo atribuições de tarefas que não cabe à função da segurança.

Essas mudanças são parte do projeto político da diretoria da empresa e do governo que buscam reestruturar as carreiras para enxugar o quadro, fechando postos de trabalho dos agentes de estação (OTM 1), e sobrecarregando os funcionários da segurança. Essa reestruturação que segue os modelos das linhas privadas é mais um capítulo do projeto de privatização da empresa, onde o que importa não é a qualidade do serviço prestado ou as condições de trabalho, mas enxugar custos e funcionar sob as regras do mercado capitalista.

Essas mudanças pioram as condições de trabalho e, além do acúmulo sem correspondente remuneração, precariza a atuação dos agentes na área segurança pública, colocando em risco os trabalhadores e a população que utilizam o serviço.

O governador Dória, junto a diretoria do Metrô, quer privatizar a empresa, e deixou claro que vai fazer o que for necessário, inclusive destruir condições de trabalho, piorar o serviço e fechar postos de trabalho. Como discutimos na campanha, a garantia de um transporte público de qualidade não se faz com privatização, cortes de direitos e destruição das condições de trabalho. Se o Estado subsidia as linhas privadas e as empresas de ônibus por que quer cortar tanto no Metrô? Por que também não garante subsídio aqui?

Está claro que a prioridade do governo é drenar dinheiro público para as grandes empresas enquanto nos ataca. Pior, faz isso tentando nos convencer que é uma necessidade, que irá garantir nossos empregos e jogando ilusões de que essas mudanças podem ser o “passaporte” para o nosso merecido plano de carreira. Não passa de uma montanha de mentiras que busca dialogar com nossas preocupações para seguir nos dividindo e nos atacando aos poucos.

Nas últimas semanas, a luta dos trabalhadores da segurança tem tomado corpo e integrado toda a operação, conquistando o apoio da maioria dos funcionários das estações. Esse é um passo importante, esta luta tem que ser incorporada pelo conjunto da categoria, pois, muito além de atacar os seguranças, é a tentativa de avançar na privatização. Façamos como na Campanha Salarial, com organização, unidade e pressionando a empresa para mantermos nossos direitos!

Diante da força que tem ganhado a mobilização e pela importância destes ataques para seguir a privatização, o Metrô está querendo nos intimidar com ameaças, punições e outras formas de assédio. Diante disso nossa resposta deve ser: aprofundar a mobilização e organização na base com o forte apoio do sindicato, unificando a categoria contra os ataques do Metrô. Chamamos toda a categoria, principalmente os trabalhadores da operação que tem seus cargos ameaçados, para seguir este caminho fortalecer a mobilização. Exigimos:

– Fim dessas punições
– Contratações de funcionários de estação; – plano de carreira para a segurança e equiparação salarial
– Para enxugar a folha: Fora “ad nutum” (cargo sem concurso)
– Não à privatização! Por um metrô público a serviço dos trabalhadores!

Unificar a categoria! Todos juntos nessa luta!