Serventuários da Justiça realizam paralisação e protesto no Rio

Manifestação reúne 1.500 servidores na Assembléia Legislativa
Sind-Justiça/RJ

No dia 9 de agosto, os serventuários da Justiça estadual realizam uma vitoriosa paralisação de 24h em todo o Estado do Rio de Janeiro. O objetivo foi cobrar da Assembléia Legislativa e do governo estadual o reajuste de 9,87% para este ano e o compromisso, para 2008, da reposição total das perdas do período.

Esta pauta de reivindicação emergencial foi acertada em negociação com a Presidência do Tribunal de Justiça. Agora, para se efetivar, precisa da aprovação da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e da sanção do governador Sérgio Cabral (PMDB).

O governador, entretanto, que conta com a participação do PT em seu governo e com o apoio de Lula, está em franca campanha contra o reajuste da categoria. Cabral quer evitar que a vitória destes servidores contagie outros setores do funcionalismo que também estão em campanha salarial.

No último dia 2, Sind-Justiça, sindicato da categoria filiado à Conlutas, já havia realizado uma grande manifestação na porta da Alerj, reunindo cerca de 1.500 servidores. Mesmo assim, a maioria da bancada governista na Alerj impediu a votação do projeto que incluía o reajuste, fazendo 20 emendas no mesmo.

O Sind-Justiça realizou a paralisação de 24h para pressionar os deputados estaduais para que marquem, em caráter de urgência, a votação dos projetos e das emendas na Alerj.

No próximo dia 16, o Sind-Justiça volta a se reunir com o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani, para tentar conseguir a marcação da data da votação do projeto de reajuste dos servidores. Ainda na noite do dia 16, a categoria vai se reunir em assembléia estadual e poderá indicar greve por tempo indeterminado.

“Se os deputados governistas e o governador Sérgio Cabral continuarem enrolando e inviabilizando a votação do reajuste dos serventuários vamos organizar uma greve da categoria por tempo indeterminado ainda em agosto e buscar a unificação na luta com outros setores do funcionalismo estadual”, afirmou Amarildo Silva, presidente do Sind-Justiça e militante do PSTU.