Serginho Castellani nos deixou nesta quinta-feira, 4, à noite, depois de travar por cinco anos uma batalha imensa, contra um câncer agressivo.

Foi militante da Convergência Socialista. Estudante da Cásper Líbero, foi liderança estudantil nos anos 1980, candidato à União Estadual dos Estudantes São Paulo (UEE), na chapa “Pra Sair dessa Maré”, um momento importante e massivo de disputa da direção da União Nacional dos Estudantes (UNE), na época.

Muito ligado à música, às bandas de vanguarda, ao povo do Língua de Trapo e outras expressões do que chamávamos “udigrúdi” (“underground”), quando formado, Serginho foi trabalhar com músicos, tornando-se produtor cultural de artistas como Rita Ribeiro e Zeca Baleiro.

Apesar de ter se afastado da militância cotidiana, manteve-se coerente com a formação socialista e revolucionária que teve. Adorava a natureza, a vida e defendia outro mundo.

Quase sempre presente nas mobilizações contra os governos e a classe dominante, nas colunas da CSP-Conlutas e do PSTU, Serginho apoiava e nos ajudava politicamente. Tinha um jeito muito camarada e solidário com todo mundo.

Serginho nos deixou muito cedo, levado por um câncer contra o qual ele lutou bravamente. Ele, que gostava tanto da vida, se foi em meio à essa tragédia que vive nosso país, a Covid-19 e esse governo Bolsonaro, que conscientemente exalta a morte dos mais pobres, da natureza, dos trabalhadores. Se foi num momento, que dificulta até mesmo que possamos nos despedir direito dele.

Serginho vai fazer muita falta e deixar muita saudade.

Muita força e solidariedade aos familiares do Serginho, à sua companheira e aos seus amigos.

Serginho, presente!