Sequestro na Ponte: Euforia de Witzel tenta esconder sua política assassina

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Cyro Garcia, presidente do PSTU-RJ

Um Witzel eufórico comemorou a morte do sequestrador do ônibus, morto por um sniper. Para ele é uma vitória com certeza. Mais um argumento para justificar sua política de segurança assassina e racista.

Não consideramos que a morte do sequestrador tenha sido uma ação exitosa. Êxito teria sido a prisão (via negociação) e nenhum refém ferido. Compreendemos o desespero de quem estava no ônibus e suas famílias e nos solidarizamos profundamente. Mas a ação do Estado foi absolutamente irresponsável. O tiro não imobilizou de imediato o sequestrador, foram precisos mais tiros. O poderia ter estimulado o sequestrador a atacar os reféns e mesmo populares que estavam nas proximidades.

Aparentemente não foi tentada, ao que se saiba, nenhuma negociação. Não foram divulgadas sequer as motivações e exigências que provocaram o sequestro. E nem se vai saber… A política do “atira primeiro e pergunta depois” silenciou o sequestrador, mas poderia ter silenciado mais vítimas. É “só atirar na cabecinha”, não é governador? Vidas negras e pobres não importam …

É mesma politica que Witzel vem patrocinando nas comunidades pobres e que já vitimou 881 pessoas somente em 2019. É a mesma política que já vitimou Dyogo Costa Xavier, Gabriel Alves, Henrico Junior e Margareth Teixeira da Costa, de 17 anos, com o seu bebê no colo, e que pelo governador pode vir a vitimar tantas outras.