Revap: empresas anunciam mais demissões

As empresas que fazem parte do consórcio Ecovap e a Petrobras anunciaram que vão demitir mais de 500 trabalhadores que atuam nas obras de modernização da Revap, em São José dos Campos. Segundo as empresas, os desligamentos ocorrerão em razão do redimensionamento do cronograma de trabalho na refinaria.

Contudo, a verdade é que as empresas, com mais estas demissões, pretendem novamente atacar a organização sindical de base dos trabalhadores. No início do mês, a Ecovap e outras duas empresas que atuam na obra da refinaria já tinham demitido, por justa causa, 172 operários, todos com estabilidade conquistada na Justiça pelo prazo de 90 dias. Entre estes, estavam todos os membros do Comando de Greve e Mobilização.

Como não conseguiram sufocar o movimento, agora as empresas pretendem demitir mais trabalhadores para transformar o canteiro de obras em “terra arrasada”. Este é um dos maiores ataques contra a organização sindical dos trabalhadores, impetrado pela Petrobras e Ecovap.

Os trabalhadores e seu Comando de Mobilização já anunciaram que resistirão e a Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) permanecerá ao seu lado.

Nesta quarta-feira, dia 30 de julho, a Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) repudiará este ataque na mesa de negociação sobre a PLR, que está acontecendo com a direção da Petrobras e exigirá a reversão de todas as demissões e o fim da criminalização dos movimentos sociais.

Reunião com a OAB
Na quinta-feira, dia 31, os trabalhadores terão uma audiência com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, para apresentar a real situação na Revap e pedir solidariedade contra estes ataques.

O Ministério Público de São José dos Campos também já está entrando com uma Ação Civil Pública para reverter as demissões.

Na próxima semana, a Conlutas organizará um ato nacional na portaria da Revap de repúdio às demissões e criminalização do movimento.

Não à criminalização dos movimentos sociais!
Reversão imediata de todas as demissões!

São José dos Campos, 30 de julho de 2008.

Coordenação Nacional de Lutas