Reunião da Conlutas discute o dia de luta, crise no Senado e campanhas salariais

Na manhã deste sábado, 25 de julho, os delegados e observadores presentes na reunião da direção nacional da Conlutas dedicaram-se ao debate sobre a conjuntura nacional e as ações necessárias para enfrentar a crise e impedir os ataques dos patrões.

Companheiros e companheiras de diversas categorias revezaram-se ao microfone dando exemplos do impacto da crise dentro das empresas e na vida dos trabalhadores: imposição de ritmos e jornadas de trabalho desumanas, corte de direitos, perseguição aos que tentam organizar a resistência e uma série de outras medidas que visam manter os lucros dos patrões.

Contudo, as falas não se limitaram à denúncia. Os oradores também deram exemplos de ações que estão sendo feitas para enfrentar esta situação e o papel que a Conlutas tem cumprido.

Dois exemplos foram saudados com enorme entusiasmo. Um foi o informe do companheiro Clarckson, de Sergipe, sobre o congresso que fundou a Federação Nacional de Petroleiros (FNP), em 9 de julho. Fruto de um processo de rompimento com a governista Federação Única dos Petroleiros (FUP), iniciado em 2006, a FNP nasceu com a participação de seis sindicatos e 12 associações de aposentados e é um exemplo importantíssimo da reorganização dos trabalhadores, diante das traições realizadas por entidades sindicais subordinadas ao governo Lula.

Outro exemplo importante foi o da nova diretoria do Sindicato dos Comerciários de Nova Iguaçu, recentemente eleita com mais de 60% dos votos, e que enfrentou uma intensa e asquerosa campanha de calúnias feitas pela outra chapa. Ao subirem ao palco, os novos diretores do sindicato – negros na sua maioria, espelhando a realidade de uma categoria formada por trabalhadores superexplorados e oprimidos – destacaram a importância da Conlutas na batalha pela construção de um sindicalismo combativo, classista e que tenha como perspectiva a mudança radical da sociedade.

Um segundo semestre de lutas
Grande parte do debate foi dedicado às ações do segundo semestre, particularmente em torno das categorias que entrarão em campanha salarial, como petroleiros, bancários, trabalhadores dos correios e metalúrgicos. A maioria das falas destacou a importância do apoio de todos a estes setores, bem como a combinação das campanhas salariais com outros processos de luta.

Ficou evidente a disposição das entidades em trabalhar para unificar estas campanhas e discutir uma ampla unidade de ação de todos que, de fato, coloquem-se no campo da luta contra os planos do governo e do imperialismo. Uma data fundamental é 14 de agosto, convocado como Dia Nacional de Paralisação.

Além disso foram encaminhadas várias propostas – que serão apresentadas em resoluções a serem votadas na tarde deste domingo – em torno de temas específicos, como a greve do INSS, a resposta que os trabalhadores devem dar à gripe suína, os escândalos de corrupção que inundam o Senado e o governo do Rio Grande do Sul, e a luta dos trabalhadores municipais.