PSOL rompe Frente de Esquerda em Maceió

Nas eleições municipais de 2008, os trabalhadores serão obrigados a escolher entre duas alternativas de esquerda para a prefeitura de Maceió. De forma antidemocrática e autoproclamatória, o PSOL exigiu 100% do tempo de TV como condição para a realização da Frente de Esquerda, desrespeitando a autonomia e a liberdade dos outros partidos.

Entre PSTU, PCB e PSOL existem importantes diferenças de programa, mas que não impediam a formação de uma alternativa unificada para a classe trabalhadora. Este foi um erro grave que causou constrangimentos dentro do próprio PSOL. Alguns filiados, inclusive, apoiarão os candidatos lançados pelo PSTU e PCB.

Para nós, o critério para formação da aliança não é simplesmente o peso eleitoral, mas a real implantação nos movimentos sociais, nos sindicatos e oposições, entidades estudantis e populares. O PSTU dirige o principal sindicato operário do estado, o Sindipetro-AL/SE. Também é a maior corrente organizada no movimento estudantil universitário, dirigindo a maioria das entidades de base.

A responsabilidade pela divisão da esquerda e pelo fortalecimento das alternativas de direita é única e exclusivamente do PSOL. Esta tem sido a forma como a maioria da direção do PSOL tem tratado as discussões em torno da frente ao se coligar com o PSB em Macapá e com o PV em Porto Alegre, representantes da burguesia e do agronegócio.

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