Programa de emergência contra a crise e o desemprego

ROMPER COM A ALCA E O FMI. NÃO PAGAR A DÍVIDA EXTERNA!

EMPREGO, SALÁRIO, TERRA…

FHC e sua equipe econômica estão fazendo o Brasil virar uma Argentina.

Aqui no Brasil, de cada cinco trabalhadores, um está desempregado. Os salários perderam mais de 20% do poder de compra. 52 milhões de pessoas vivem abaixo da linha de pobreza. A maioria do povo está na pior.

Mas, os banqueiros e grandes empresários estão numa boa. Só os bancos lucraram mais de 300%.

E, ainda estão falindo o Brasil: dólar e juros nas alturas, especuladores tirando dólares do país e o governo faz novos compromissos com o FMI.

Para salvar os ricos e pagar a dívida aos banqueiros, FHC e sua equipe estão dando calote no povo, com demissões, arrocho e privatizações. E, a entrada na ALCA será a recolonização de vez de nosso país.

Dívida externa é agiotagem

A dívida (que já foi paga) é uma agiotagem. Veja um exemplo: quem depositou R$ 100 na poupança em 1994 (primeira eleição de FHC) teria hoje um pouco mais que R$ 324 na conta. Mas quem emprestou R$ 100 do cheque especial estaria devendo mais de R$ 160 mil.

O mesmo acontece com a dívida do país. Em 1994, a dívida estava em US$ 148 bi, em 2000 já estava em US$ 236 bi, mesmo tendo sido pago US$ 294,29 bi nesse mesmo período.

O pagamento das dívidas consome todos os anos mais de 60% de tudo o que se arrecada. Além desses 60%, O FMI impõe que o governo corte mais R$ 42 milhões dos 40% que sobram do orçamento, ou seja, 3,5% do PIB (soma de tudo o que o país produz) para pagar juros.

É como se você pegasse empréstimo com um agiota a juros mensais de 40% do seu salário. No mês em que não conseguisse pagar, a dívida daria um salto e os juros do mês seguinte levariam 60% do que você ganha. Em um ano você teria pago três vezes mais do que emprestou e continuaria devendo. Isso aconteceu na Argentina e pode acontecer no Brasil.

Programa de emergência contra a crise e o desemprego

* Redução da jornada sem redução de salário

* Aumento real e geral de salários

* Confisco dos bens dos especuladores

* Verbas para saúde e educação

* Reforma Agrária

* Romper com a ALCA, o FMI e as dívidas externa e interna.

* Proibição da remessa de dólares para o exterior

* Um plano de obras públicas e geração de empregos

* Reestatização sem indenização das empresas privatizadas

* Estatização do sistema financeiro sob controle dos trabalhadores


“CARTA DE UM BRASILEIRO A LULA”

Meu amigo Lula

Em 1980, você, eu e mais dez sindicalistas fomos presos pela ditadura por estarmos à frente da greve dos metalúrgicos do ABC. Com milhares de trabalhadores, fundamos o PT. Defendíamos a ruptura com o FMI e a suspensão do pagamento das dívidas. Com mobilização construíamos um sonho de mudança.

Agora, você abandonou essas propostas. Para “acalmar os mercados” leu uma “Carta aos brasileiros”, onde afirma que continuará pagando a dívida, aceitará a exigência do FMI de cortar mais o orçamento e seguirá nas negociações da ALCA.

E disse para os banqueiros não se preocuparem, porque você não vai “romper contratos”. Lula, se os banqueiros não devem ficar preocupados, então, nós trabalhadores, é que temos que ficar. Por que um governo que não ataca os banqueiros, vai atacar os trabalhadores.

As propostas que você está defendendo, em aliança com o PL, não vão mudar a vida do povo. Infelizmente, você mudou.

Eu serei candidato pelo PSTU à Presidência do Brasil, para resgatar o nosso antigo sonho de mudanças, porque eles contêm as propostas que podem realmente mudar o país.

Zé Maria


PT-PL: ESSA ALIANÇA NÃO SERVE PARA OS TRABALHADORES

Nós, do PSTU, propusemos ao PT a conformação de uma Frente dos Trabalhadores. Mas, o PT e Lula resolveram se aliar ao PL e a Quércia e defender um programa que mantém os acordos com o FMI, o pagamento da dívida externa e as negociações da ALCA.

Lula está aliado a um grande empresário e a um velho pelego.

Alencar como vice de Lula e a coligação com o PL são uma garantia de que – se eleito – tal governo não vai mudar a vida dos trabalhadores e não enfrentará os ricos e poderosos. Queremos dizer aos companheiros da esquerda do PT que é um grave erro fazer campanha para a chapa Lula-Alencar e para a coligação PT-PL.

Nós fazemos um chamado à esquerda petista a que rompa com a candidatura Lula-Alencar.


VAMOS CONSTRUIR UM NOVO PARTIDO

A todos companheiros da base militante do PT que se sentem nesse momento decepcionados e vêm tantos anos de luta e esforço militante sendo jogados no lixo pela direção do PT, queremos lhes dizer que a luta pelo socialismo vale a pena e precisa da combatividade de vocês. Por isso, vamos juntos batalhar para unir os socialistas e construir um novo partido.

Queremos fazer esse chamado também aos companheiros que estão conosco na campanha contra a ALCA: o MST, os militantes das Pastorais Sociais, da Consulta Popular, as correntes de esquerda petista.

O PT, enquanto instrumento de luta de massas e de combate contra o imperialismo e o capitalismo, acabou.

O PSTU sabe que, sozinho, não é essa alternativa e que esta tarefa não é só sua. Ela é de todos nós.

Vamos juntos construir um novo partido revolucionário e de massas no nosso país.


Conheça o patrão Alencar e o pelego Medeiros

José de Alencar é um dos grandes patrões desse país. Tem um patrimônio de mais de R$ 13 bilhões. É dono do grupo Coteminas: um império com 11 fábricas e 16,5 mil funcionários.

Os operários das fábricas de Alencar são superexplorados. Uma pesquisa com os operários de sua fábrica no Rio Grande do Norte, constatou que a maioria recebe salário mínimo, são forçados a fazer turnos de 12 horas sem pagamento de horas extras e são impedidos de se organizar sindicalmente.

Alencar apoiou ativamente a ditadura militar: “1964 veio com o meu aplauso”, declarou ele. Considera o Movimento dos Sem Terra “um mal para o país”. É a favor das privatizações e da negociação da ALCA.

O pelego Medeiros é velho conhecido dos trabalhadores. Fura greve histórico e aliado dos patrões, fundou a Força Sindical com financiamento da Fiesp e de Collor de Melo para combater a CUT. Hoje, aliado a Lula em nível nacional, apóia Maluf para o governo de São Paulo.