Primeiro de Maio em Goiânia lembra aumento do custo de vida

Estudantes também protestaram contra caos no transporte e preço das passagensGoiânia foi palco de duas manifestações que lembraram o primeiro de maio combativo e classista. O foco central foi o aumento do custo de vida para o trabalhador. Pela manhã a Conlutas fez ato na Praça do Bandeirante, onde milhares de trabalhadores circulam todos os dias. Depois foi a vez de o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Goiás – DCE-UFG, ocupar o prédio onde funciona a companhia que controla o transporte público na cidade.

Além da comida, a passagem de ônibus também aumentou na cidade. Só no Eixo Anhanguera, principal linha de ônibus, o preço está 100% mais caro. E isto porque o prefeito Íris Rezende (PMDB) prometeu resolver o problema do transporte público em seis meses. Resolveu foi o problema dos donos das grandes empresas, que lucram em cima do trabalho do povo. O governo estadual, de Alcides Rodrigues (PP), também “colaborou” para a carestia, aumentando a passagem do Eixo Anhanguera, que é de sua responsabilidade. É bom lembrar que os dois são da base governista de Lula, que diz que o “pobre anda comendo demais”.

Durante o ato na Praça do Bandeirante foi lembrado o significado do Primeiro de Maio não como dia de festa, mas como dia de luta. “Enquanto as centrais pelegas tentam enganar o trabalhador, nós estamos aqui, na maior praça da cidade, divulgando a luta dos trabalhadores contra as reformas do governo”, lembrou um militante do PSTU. O ato contou com a participação de vários movimentos, como o Sindicato dos Trabalhadores Urbanos do Estado de Goiás – Stiueg, ANDES e MTL-DI.

Quem disse que morreu o movimento estudantil?
A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo – CMTC – foi ocupada por estudantes em manifestação liderada pelo DCE UFG. Os ônibus vieram do campus Itatiaia, que fica afastado da cidade para o local da manifestação, cheios de estudantes indignados com a situação do transporte.

Além do não aumento da passagem, o movimento também reivindica o passe-livre estudantil e melhoria na situação do transporte. A direção da CMTC não quis receber o movimento. Mas após muita pressão uma comissão foi formada para discutir a pauta de reivindicações.

“Se você acha que aqui tá apertado é porque nunca pegou ônibus”, retrucou um estudante a uma funcionária, que havia reclamada do “tumulto” na sede do órgão. O transporte está um caos. As pessoas têm que se espremer como sardinha para ir e voltar do trabalho ou da escola. A demora também faz com que o trabalhador perca várias horas de seu dia.

Depois de muita enrolação, com explicações “técnicas” sobre a gestão do transporte público, a direção da CMTC prometeu algumas melhorias para duas semanas. É pouco. E os estudantes estão mobilizados para mais atos em defesa da qualidade e do preço baixo para o ônibus.