Justiça despeja 270 famílias do Acampamento Novo Horizonte

Cerca de 270 famílias foram despejadas na manhã de hoje no Acampamento Novo Horizonte, na cidade de Araraquara, no interior de São Paulo. O despejo aconteceu por ordem do Ministério Público e do governo do estado que mobilizou cerca de 300 policiais militares para cumprir a ordem de reintegração de posse.

O acampamento Novo Horizonte começou a ser construído em 2015, quando 30 famílias ocuparam o local. De lá para cá o número de famílias aumentou e a luta pelo direito à terra também. Nessa última segunda-feira (18), as famílias protestaram contra a ordem de reintegração de posse e bloquearam a estrada vicinal Graciano da Ressurreição Affonso, que liga Araraquara a Matão.

O Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) que reivindica a administração das terras, alega que trata-se de uma área de preservação ambiental permanente. As famílias, no entanto, negam e dizem que se trata de uma área abandonada e improdutiva com base em um atestado da Polícia Ambiental. As famílias não tem para onde ir.

O PSTU repudia a reintegração de posse e apoia a luta dessas famílias pelo direito à terra. Trata-se de mais uma ofensiva do governo de Márcio França (PSB) em defensa dos interesses do agronegócio e do latifúndio. E para isso não mede esforços para criminalizar os movimentos do campo e em tratar o assunto como caso de polícia.

É preciso garantir terra para quem nela trabalha e por isso defendemos a reforma agrária no Brasil e a expropriação do latifúndio. Só assim é possível garantir moradia e trabalho para essas famílias e também a produção de alimentos para a população.

Basta de criminalização dos movimentos!
Reforma agrária já!

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