Passeata da UFPE diz não à reforma Universitária

No dia 11 de agosto, data comemorativa dos 58 anos da UFPE, os estudantes realizaram uma grande passeata pelo campus da universidade para dizer não à Reforma Universitária que Lula vem implementando sob as ordens do FMI e do Banco Mundial e ao sucateamento da universidade.

O ato, organizado pelo Comitê de Luta Contra a Reforma Universitária, teve início às 13h, com os estudantes saindo em passeata pela universidade, levando um caixão e uma faixa que dizia que “A Reforma Universitária de Lula vai enterrar a UFPE”. A passeata seguiu por diversos centros da universidade, onde os estudantes fizeram “apitaços” pelos corredores, cantando palavras de ordem, como: Ô ô ô Lula cara de pau, essa reforma é do Banco Mundial. Nas passagens pelos corredores, chamavam os estudantes que estavam nas salas para se incorporarem à mobilização, cantando “Vem, vem, vem pra luta, vem: contra a reforma”. A resposta dos estudantes aos chamados se expressou com cerca de 300 estudantes após a passagem pelo último centro.

A passeata, então, seguiu para o Centro de Convenções da UFPE, onde acontecia um concerto da Orquestra Sinfônica do Recife, em comemoração aos 58 anos da universidade. Lá, os estudantes foram recebidos pelo Reitor, Amaro Lins, fazendo a entrega de um bolo que simbolizou os 10 anos do fechamento do Restaurante Universitário, além de exigir um posicionamento contrário à reforma de Lula. O reitor não só não respondeu às exigências feitas, como passou a voz ao Presidente do DCE, Rafael Cacau, ligado à UJS e ao PCdoB, que tomou uma vaia estrondosa, após dizer que “a reforma do governo tem pontos positivos”.

Após o ato, os estudantes realizaram uma grande plenária do Comitê de Luta Contra a Reforma Universitária, onde decidiram dar continuidade à luta, apontando o dia 26 de agosto como um novo dia de mobilização.