Paralisações e manifestações tomam conta do país contra as MP’s de Dilma, a terceirização e o ajuste fiscal

Operários da Avibras fecham Rodovia Tamoios

O Dia Nacional de Paralisação e manifestações contou com forte adesão de importantes categorias e movimentos sociais em todo o país. Metalúrgicos, professores, servidores públicos, bancários, petroleiros, entre outras categorias, além de estudantes e ativistas de movimentos populares pararam suas atividades, cortaram ruas e estradas e protestaram contra as medidas do governo Dilma e do Congresso Nacional que retiram direitos e o ajuste fiscal.

O dia de paralisação foi definido pelas centrais sindicais CSP-Conlutas, CUT, CTB, UGT e Força Sindical, além de inúmeros movimentos sociais e entidades de todo o Brasil. 

Confira abaixo o que ocorreu em alguns estados nesse dia.

 

 

SÃO PAULO

São Paulo (capital)

Na Zona Oeste, funcionários, estudantes e professores da USP fizeram protesto no portão principal da universidade. Eles também fecharam temporariamente a rodovia Raposo Tavares, próxima ao local. A polícia reprimiu a manifestação com tiros de bala de borracha, bombas de gás e spray de pimenta. A TV Globo registrou o momento em que um policial, dentro de um carro, mirou e atirou nos manifestantes, que já estavam correndo para fugir do ataque policial. 
 
 
Manifestantes também protestam na marginal Pinheiros. Participaram CSP-Conlutas, CUT, Intersindical, Sindicato dos Metroviários, Sindicato dos Químicos, Apeoesp, além de moradores das ocupações Jardim União e Terra Prometida. A Ponte do Socorro, na Zona Sul, também foi bloqueada. Também foram interrompidas a rodovia Anhanguera e a Ponte das Bandeiras.
 

À tarde, uma assembleia de professores reuniu 5 mil pessoas e decidiu a continuidade da greve.

 

São José dos Campos e região

O dia começou com a adesão dos metalúrgicos da GM. Muitos nem chegaram a ir para a fábrica. Quem chegou já foi pra casa, dando início a uma paralisação de 24 horas. Na Avibras, metalúrgicos votaram greve de 24 horas e fecharam a Rodovia Tamoios, que liga São José ao Litoral Norte. 
 
Na Embraer, metalúrgicos e condutores realizaram uma mobilização conjunta. Os motoristas que fazem o transporte dos trabalhadores da Embraer impuseram uma operação tartaruga na Av. Faria, acesso à empresa, atrasando em três horas a entrada dos operários.Os metalúrgicos da TI Automotive decidiram, na quinta, que não haveria produção hoje. Houve mobilização e assembleias na MWL e Blue Tech em Caçapava.
 

 

ABC

Metalúrgicos da Volks, Fords, Mercedes, entre outras fábricas realizaram paralisação de 24 horas. Nas sete cidades (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) houve paralisação dos ônibus de linha por pelo menos quatro horas. Petroleiros da Refinaria Capuava (Recap) pararam por duas horas.

 

Baixada Santista

Acesso ao Porto de Santos, entre Santos e São Vicente (Avenida da praia), foi bloqueado no início da manhã. Tráfego ficou paralisado por mais de três horas.

 

 

Campinas e região

A Refinaria de Paulínia (Replan) está com as atividades paralisadas oito horas. Também houve paralisação na fábrica da Dell em Hortolândia.
 

 

RIO DE JANEIRO 

Na capital carioca, pela manhã houve manifestação dos trabalhadores da Petrobras no Edifício Senado, no Centro da cidade. Na Ilha do Governador, Trabalhadores do TABG (Terminal Aquaviário da Baía de Guanabara) se integraram ao Dia Nacional de Paralisações e Manifestações aprovando paralisação de 8 horas. A manifestação uniu trabalhadores próprios da Petrobras e terceirizados. Em Cidade Nova, a militância do PSTU e da CSP-Conlutas nos Correios do Rio de Janeiro protesta contra o rombo bilionário de R$ 5,6 bilhões do Postalis com agitação no CTC Cidade Nova. No final da tarde, teve o ato unitário na Candelária. 
 

 
Os petroleiros da refinaria de Duque de Caxias se somaram à Paralisação Nacional realizando paralisação de 3 horas contra o PL das terceirizações e as MPs que retiram direitos dos trabalhadores.
 
Em Nova Iguaçu, comerciários realizaram piquete no calçadão da cidade, exigindo que a carteira de trabalho dos trabalhadores e trabalhadoras seja assinada com data retroativa a dezembro sem a demissão de nenhum trabalhador. Após muita pressão, a empresa cedeu e veio para o calçadão negociar com o sindicato se comprometendo a assinar as carteiras de trabalho e a pagar as horas extras.
 
Depois da vitória, o Sindicato dos Comerciários de Nova Iguaçu, a Oposição Bancária, o Forum de Lutas da Baixada e a Oposição de Rodoviários da Baixada, além do PSTU foram ao ato unificado no Rio de Janeiro.
 
Em Niterói, estudantes e trabalhadores da UFF em greve realizaram piquete nos campi Valonguinho e Gragoatá, que não funcionaram no dia de hoje, se somando aos milhões de trabalhadores que participam do Dia Nacional de Paralisações e Manifestações.
 
Em Caxias, Trabalhadores da Usina Termelétrica-BLS/BF, em Seropédica, realizaram pela manhã atraso na entrada do turno. 
 
Em Cajú, houve panfletagem no estaleiro Inhauma.
 
Em Macaé, no Norte Fluminense houve trancaço na Praia Campista e, pelo menos, 13 plataformas já aprovaram greve.
 
Em São Gonçalo um ato unificado reuniu ativistas e lideranças sindicais na Praça do Rodo, centro da cidade.
 

 

MINAS GERAIS

Metroviários de Belo Horizonte e Contagem e rodoviários das estações Barreiros e Diamante cruzaram os braços. À tarde ocorreu um ato unificado no centro de Belo Horizonte.

 

 

Congonhas

A Rodovia BR 040, na entrada da cidade, foi bloqueada. O protesto atinge todas as mineradoras da região, porque é o acesso dos ônibus que conduzem os trabalhadores até o local de trabalho. Às 7h30, já havia 20 quilômetros de trânsito parado.

 

 

 

PARÁ

Belém

Operários da construção civil pararam os canteiros de obras e saíram pelas ruas da cidade cantando palavras de ordem.
 

 

CEARÁ

Fortaleza

Rodoviários e operários da construção civil pararam. Além da pauta nacional, as duas categorias estão em campanha salarial. A construção civil terá paralisação o dia inteiro. Os trabalhadores saíram em pequenas passeatas de diversas regiões da cidade em direção à Praça Portugal para fazer uma assembleia. Os rodoviários fizeram paralisações por algumas horas em todos os terminais, sete ao todo. Alguns terminais tiveram 100% de paralisação, e outros que funcionaram em operação tartaruga.

 

SERGIPE

Trabalhadores paralisam uma fábrica têxtil em Nossa Senhora do Socorro. A paralisação foi coordenada pelo Sinditextil, filiado à CUT. Petroleiros paralisaram a fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen/Petrobras). Além da pauta comum do Dia Nacional de Paralisação e Mobilização, eles incorporaram a reivindicação por uma Petrobras 100% estatal sob o controle dos trabalhadores. Também houve paralisação na Votorantim. Um protesto também interditou a importante avenida Augusto Montenegro.

 

 

 

RIO GRANDE DO SUL

Porto Alegre e região metropolitana

Transporte de trens foi completamente paralisado. Rodoviários também pararam e sofreram ameaça por parte do comandante da Brigada Militar. Ele disse que se os manifestantes não saíssem da frente dos portões da garagem de ônibus da empresa mista Carris, “alguém iria morrer”. Servidores municipais em greve também participam do Dia Nacional de Paralisação e Mobilização.

 

PERNAMBUCO

Rodoviários e metroviários pararam. A avenida Conde da Boa Vista, uma das mais importantes do Recife, estava completamente vazia nesta manha. Os trabahadores do porto de Suape também cruzaram os braços.

 


 

Em Suape, os operários cruzaram os braços e enfrentaram dura repressão da polícia. Os trabalhadores saíram da PE-09 em passeata até o ponto conhecido como Curva do Boi. O trânsito ficou interditado nos dois sentidos da Via Portuária.
 

 

BAHIA 

A CSP-Conlutas participou do bloqueio de estrada em Camaçari, onde também foi realizada agitação e panfletagem nas fábricas da cidade. Também houve bloqueio de estradas em Feira de Santa e Cruz das Almas. Em Lauro Freitas, ouve manifestação com a presença dos professores municipais em greve e outras categorias do serviço público municipal.

 

 

RIO GRANDE DO NORTE
Natal

Na capital potiguar um ato unificado reuniu centenas de trabalhadores no centro da cidade. O protesto se concentrou perto do viaduto do Baldo e bloqueou a avenida Rio Branco. De lá, seguiram em passeata até a Praça Sete de Setembro, em frente à Prefeitura.