Oposição Bancária defende campanha salarial em setembro, CUT só em outubro

O Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) está impulsionando uma campanha salarial alternativa à da CUT. No final de julho a oposição realizou um encontro nacional, que definiu uma pauta de luta para a categoria. A pauta alternativa já foi entregue à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e às direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. A pauta da oposição exige reposição das perdas dos bancários desde o governo FHC e gatilho salarial contra a inflação.

O MNOB luta agora por uma agenda de mobilizações que imponha uma real campanha salarial. O calendário de negociações da CUT vai até o dia 23 de setembro. Ou seja, uma greve só aconteceria em outubro, depois das eleições. O Movimento Nacional de Oposição Bancária defende que a categoria deflagre uma greve em setembro, mês da data-base e antes das eleições. “Em nosso entendimento, o processo eleitoral deixa o governo e todos os partidos mais expostos e frágeis, o que facilita nossa luta”, afirma Wilson Ribeiro, dirigente do MNOB e bancário da Caixa Econômica Federal (CEF).

Para o dirigente, quando os candidatos do governo e da oposição estiverem eleitos, não estarão tão preocupados com a greve, dificultado o movimento. A CUT, por sua vez, preocupa-se em garantir um ambiente de “calmaria” para não prejudicar o governo nas eleições. Por isso, o calendário bem esticado e o indicativo de greve só em outubro. “É preciso que todos façam um protesto junto a seu sindicato e exija uma mudança de calendário de negociação, para garantir uma forte greve em setembro”, afirma Wilson.

Sindicato de São Paulo não faz assembléia
Vários sindicatos do país realizaram assembléias para discutir a questão das pautas. Existem hoje três pautas entregues aos bancos. As pautas rebaixadas da Contec e da CUT e a pauta do MNOB e da Conlutas. Em São Paulo, no entanto, o sindicato se recusa a realizar assembléia. Mesmo com um abaixo-assinado com mais de 1.400 assinaturas, a direção do sindicato se recusa a discutir a campanha salarial com a categoria.

Proposta de calendário de luta do MNOB:
10 de setembro
– Assembléias específicas para discussão das pautas, organização e mobilização

17de setembro – Assembléia geral da categoria para votar data indicativa de greve ainda em setembro, antes das eleições

20 de setembro – Encontro Nacional Aberto da Categoria para deliberar sobre a greve nacional a partir de 24 de setembro

23 de setembro – Assembléia geral da categoria para votar a greve para o dia 24 de setembro

24 de setembro – Início da greve nacional dos bancários