Ocupação Chico Mendes enfrenta prefeitura e governo Alckmin

Da redaçãoNo dia 10 de outubro, cerca de 300 famílias ocuparam um terreno abandonado de 80 mil m², no Jardim Helena, em Taboão da Serra (SP), organizadas pelo MTST (Movimento de Trabalhadores Sem-Teto). Os donos do terreno possuem uma dívida milionária com a prefeitura.

De lá pra cá, centenas de famílias somaram-se e têm protagonizado diversos atos pelo direito à moradia. No dia 30, um grande ato cultural comemorou o primeiro mês da ocupação, que recebeu o nome de Chico Mendes. Neste feriado prolongado, a ocupação era palco de um festival de rap e de outras atrações, como bonecos mamulengos e exibição de vídeos.

Os sem-teto já realizaram diversos protestos de rua. No dia 25 de outubro, fizeram uma passeata e acamparam em frente à prefeitura de Taboão. Foram atacados pela tropa de choque, com gás pimenta. Lá dentro, um grupo escutou do secretário de Negócios Jurídicos, Toninho do PT, a ameaça de que entraria com recurso para agilizar a reintegração de posse da área ocupada.

No dia 10, mil pessoas caminharam até o Palácio dos Bandeirantes, buscando uma audiência com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Mas a enrolação tucana é a mesma. Os sem-teto foram recebidos apenas por auxiliares e saíram com a promessa de um encontro em dez dias. Neste momento, é fundamental a solidariedade à ocupação.

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