O desafio do Primeiro Congresso

O I Congresso da CSP-Conlutas acontecerá de 27 de abril a 1º de maio de 2012, na Estância Árvore da Vida, em Sumaré (SP). No 1º de Maio acontecerá um ato nacional, na cidade de São Paulo.O congresso deve armar a Central e entidades filiadas para embates duros com os patrões e o governo. Ocorrerá em meio à grave crise econômica capitalista mundial que vem se aprofundando, e cujos reflexos no Brasil, ainda limitados, já influenciam as políticas de governo e o endurecimento da patronal nas campanhas salariais.
O congresso deve fortalecer a alternativa que estamos construindo, avançar na consolidação da entidade e na incorporação de novos setores de vanguarda surgidos no calor das lutas e mobilizações.

A CSP-Conlutas vem se fortalecendo, manteve a iniciativa política numa conjuntura ainda marcada pela força do governo: interveio de maneira decidida em vários conflitos, aproveitando o ascenso das lutas econômicas em 2011.

A Central foi um ponto de apoio político, material e financeiro para as lutas do movimento popular organizado na Resistência Urbana – Frente Nacional de Movimentos (que agrupa movimentos de dentro e de fora da CSP-Conlutas) e iniciou o processo de organização do setor da Central no movimento popular do campo.

A CSP-Conlutas impulsionou diversas campanhas políticas, dentre elas a campanha contra a criminalização dos movimentos sociais e a campanha pelos 10% do PIB, já, para a educação pública.

A Central teve iniciativas internacionais importantes, em particular na luta contra a ocupação militar no Haiti, na solidariedade ao povo palestino e no apoio às lutas dos trabalhadores europeus contra os planos de ajuste.

Logo após o congresso está prevista uma reunião internacional, organizada pela CSP-Conlutas e pela central sindical francesa Solidaires. A reunião deverá reunir expressões do sindicalismo alternativo e de base da Europa, além de organizações da América Latina e do norte da África.

Fortalecer a organização de base
O I Congresso da CSP-Conlutas terá como tema a organização de base. Mais do que um pressuposto para o exercício da democracia operária e o combate à burocratização, a organização de base é uma necessidade para acumular a experiência de exercício do poder pelos trabalhadores, apontando o embrião de uma sociedade gerida pela maioria do povo pobre e trabalhador.

Nos dias 26 e 27 de novembro ocorreu um Seminário Nacional sobre o tema, que reuniu 240 ativistas, representando comissões de base, comandos, delegados e representantes sindicais, comissões de fábrica, Cipas e oposições sindicais.

O seminário apontou resoluções que dimensionam o papel estratégico do tema, propõe a sua incorporação ao trabalho cotidiano da Central. Também definiu pela realização de uma campanha que exija a regulamentação do direito à eleição dos delegados sindicais, já previsto na Constituição.
Post author Sebastião Carlos “Cacau”, de São Paulo
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