Novo boletim nacional do PSTU traz apoio às greves e balanço dos 100 dias de Dilma

Boletim nacional é distribuído em locais de trabalho, universidades, praças e estações de ônibus
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Leia abaixo os textos e baixe o PDF da versão nacional. Partido também produziu seis versões regionais: RJ, MG, ABCD, Vale do Paraíba, Ceará e ParáPARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO
Boletim nacional – Edição 37 – Maio de 2011
A inflação come nossos salários!

A situação dos trabalhadores não está boa. O aumento dos preços dos alimentos, aluguéis e agora dos combustíveis diminui todos os dias nossos salários. No interior das empresas, o ritmo é infernal e as condições de trabalho são péssimas.

Mas a situação não é a mesma para todo mundo. Os patrões vão muito bem. As grandes empresas multinacionais e nacionais estão lucrando como nunca, à custa da superexploração dos trabalhadores.

Os operários da construção civil sabem que os apartamentos que constroem são vendidos por preços caros. As grandes obras dão lucros enormes para as empresas. Os operários sabem que as montadoras estão batendo recordes na venda de automóveis.

O governo diz não ter dinheiro para pagar os reajustes que deve ao funcionalismo. Mas paga R$ 380 bilhões aos banqueiros por uma dívida que já foi paga inúmeras vezes. Os parlamentares não sofrem com o salário, pois eles mesmos se deram um aumento de 62% (e 132% para a presidenta Dilma).

Não dá pra ficarmos parados vendo a inflação comer nossos salários. Exigimos gatilho automático, com os salários sendo corrigidos de acordo com a inflação.

Todo apoio à luta dos trabalhadores

A bronca está aumentando dentro das empresas. Os operários da construção civil já deram o exemplo com as greves nas obras do PAC, como na usina de Jirau e em Suape. Várias outras mobilizações se seguiram, como construção civil, metalúrgicos e outras categorias. O funcionalismo público está também em luta.

Nas suas mobilizações, os trabalhadores vão percebendo quem está ou não do seu lado. O governo, que financia as obras de Jirau e poderia garantir a vitória da luta dos trabalhadores, fez o contrário, pressionando a empresa a demitir quatro mil operários. O governo disse: “A Camargo Corrêa contratou mais gente do que era adequado… É necessário que haja redução do contingente de operários lá”. Ao contrário do que se pensa, o governo Dilma não está do lado dos trabalhadores, mas dos patrões.

O PSTU apóia as mobilizações que estão ocorrendo em todo o país. E se junta ao chamado da CSP Conlutas pela unificação das lutas dos trabalhadores.
Exigimos que o governo Dilma suspenda as demissões nas obras do PAC e atenda às reivindicações de reajustes salariais do funcionalismo.

  • Apoio à luta da construção civil e do funcionalismo
  • Nenhuma demissão nas obras do PAC

    Fala Zé Maria
    O significado dos primeiros meses com Dilma

    Dilma Rousseff completou 100 dias de governo. Ela tem o apoio da maioria dos trabalhadores e jovens do país. E fez uma campanha com promessas sobre “acabar com a miséria”. Mas queremos alertar aos trabalhadores que o que vimos até agora aponta no sentido contrário: aumenta a miséria dos trabalhadores e os lucros dos banqueiros.

    Dilma fez o maior corte de Orçamento da história: R$ 50 bilhões. Isso significa diminuir R$ 5 bilhões do programa Minha casa, Minha Vida, R$ 3 bilhões da Educação, R$ 1 bilhão da Saúde. O reajuste do salário mínimo menor que a inflação (-1,3%), pela primeira vez em muitos anos.

    Por outro lado, Dilma aumentou três vezes a taxa de juros, que passou em seu governo de 10,75% para 12% ao ano. Ou seja, Dilma está aumentando ainda mais os juros no Brasil, que já é o maior do mundo. Os trabalhadores vão sentir isso nos juros dos empréstimos, no cheque especial, no cartão de crédito…

    Agora a imprensa anuncia a possibilidade de uma nova reforma da Previdência, que pode significar um novo ataque à aposentadoria.

    Mais dinheiro para os banqueiros, cortes nas verbas sociais e salário mínimo menor… Dilma, isso é o oposto do que você prometeu na campanha.
    Exigimos do governo que recue dos cortes no Orçamento e deixe de pagar a dívida aos banqueiros para investir em saúde e educação.

    José Maria de Almeida, o Zé Maria, é presidente nacional do PSTU e foi candidato a presidente nas últimas eleições

    Viva a revolução árabe!
    A revolução árabe segue abalando as ditaduras da região. Depois de derrubar os governos da Tunísia e Egito, agora questiona diretamente as ditaduras de Líbia, Síria e Iemen.

    Os governos Hugo Chávez, da Venezuela, e Raul Castro, de Cuba, estão cometendo erros gravíssimos ao apoiar genocidas como os governos Kadafi, da Líbia, e Assad, da Síria. Os povos rebelados desses países vão lembrar para sempre desse fato.

    O imperialismo faz uma agressão militar contra a Líbia, fingindo se opor às atrocidades de Kadafi. O objetivo é o mesmo de sempre: controlar o país e as suas riquezas.

  • Não à intervenção do imperialismo na Líbia
  • Fora Kadafi. Fora Assad!

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