Nota de repúdio à ação truculenta do governo Rui Costa (PT) contra docentes em greve

PSTU-BA

O PSTU vem a público expressar o seu mais veemente repúdio quanto à medida do governo Rui Costa (PT) em bloquear a manifestação do movimento grevista dos professores das Universidades Estaduais da Bahia (UEBAS), realizadas nesta terça-feira (04/06), em Salvador.

Em greve há mais de dois meses e com salários cortados, os professores das quatro universidades baianas (UNEB, UEFS, UESC e UESB), deslocaram-se à Secretaria de Educação do Estado (SEC), junto ao movimento estudantil, em mais um ato público para reivindicar o diálogo e a negociação por parte do governo Rui Costa (PT). Como resposta, os manifestantes tiveram sua entrada impedida mediante o fechamento da secretaria e o cerco da Tropa de Choque a mando do governador Rui Costa.

Já nessa quarta-feira (05/06), docentes e estudantes ocuparam a Secretaria de Ciência e Tecnologia, em legítimo protesto diante da ação truculenta do governo Rui Costa em se recusar ao diálogo com o movimento docente. Como agravante, policiais militares abordaram professores e estudantes de maneira ostensiva e repressiva, impedindo a entrada de parte dos manifestantes. Neste momento, o clima segue tenso e a responsabilidade dessa crise segue com o governador Rui Costa que trata a luta dos trabalhadores como um caso de polícia.

Esta é a política de governo do PT: corte de salários, autoritarismo e repressão. Enquanto atende os grandes empresários, com privatizações e isenções fiscais, o governo Rui Costa (PT), arrocha os salários dos servidores, fecha as portas do diálogo aos professores em greve, e mais uma vez criminaliza os trabalhadores em luta. É preciso resistir ao (des) governo do PT na Bahia.

Solidarizamos-nos com os professores e estudantes das UEBAS, e nos somamos à luta pela educação pública, popular e de qualidade na Bahia. Denunciamos a política repressiva de Rui Costa (PT), e exigimos que o governador negocie com o movimento docente e atenda as pautas em defesa da universidade pública.

Somente com a luta direta e a mobilização da classe trabalhadora poderemos derrotar os ataques à educação pública, com os cortes orçamentários desde o governo Bolsonaro (PSL), como também o governo Rui Costa (PT) na Bahia.