Nota da Conlutas: Cobrir de solidariedade a luta dos trabalhadores da Revap

Responsabilizar a PETROBRÁS pelos atos anti-sindicais e exigir de Lula que reintegre os trabalhadores. Abaixo o lockout!Após a vitória dos trabalhadores da REVAP, que após 31 dias de greve garantiram 10% de reajuste, 90 dias de ESTABILIDADE, reembolso de passagens para visitar os familiares a cada 120 dias e, depois, com mobilizações e negociações o abono de 15 dias da greve e a possibilidade de compensar os demais dias, a PETROBRÁS, juntamente com as empreiteiras tomadoras da obra (Consórcio ECOVAP, Camargo Correia…), numa atitude ANTI-SINDICAL, demitiu por “justa causa” cerca de 140 trabalhadores, incluindo a comissão de negociação.

Este fato gerou uma reação por parte dos 12 mil trabalhadores daquela obra, que realizaram imediatamente nova paralisação, exigindo a reintegração dos demitidos.

A PETROBRÁS, numa atitude CRIMINOSA, típica do período da DITADURA-MILITAR, autorizou a entrada do BATALHÃO DE CHOQUE no interior da refinaria durante a noite para REPRIMIR os manifestantes. Esta atitude poderia ter resultado na MORTE de vários trabalhadores, dada a VIOLÊNCIA com que foi realizada.

Utilizando-se de bombas de “efeito moral”, tiros, spray de pimenta e muita truculência, poderia ter provocado UM ACIDENTE sem proporções calculáveis, pois, como todos sabem, uma refinaria petrolífera é uma área de alto grau de riscos e EXPLOSÕES, o que poderia ter conseqüência para todos os moradores em torno da refinaria em São José dos Campos.

Após estes fatos, a PETROBRÁS iniciou um LOCKOUT à execução do projeto de expansão e modernização da REVAP, proibindo a entrada dos 12 mil trabalhadores da obra. Frente a esta situação, a COMISSÃO dos empregados da REVAP acionou o MPT (Ministério Público do Trabalho) para solicitar a REINTEGRAÇÃO dos demitidos.

Em audiência realizada no dia 16/07/2008, o MPT recomendou a reintegração imediata de todos os demitidos. Na ocasião a ECOVAP e a CAMARGO CORREIA afirmaram que não irão cumprir a recomendação. Enquanto isso, a PETROBRÁS segue o LOCKOUT e toma iniciativas que deixam transparecer sua intenção de tentar CRIMINALIZAR O MOVIMENTO, com a realização de perícias criminais e coisas do tipo.

A CONLUTAS esteve e seguirá à frente desta batalha, inclusive com o respaldo de ter sido chamada pelos próprios trabalhadores desde o início deste processo, visto que os mesmos não aceitam e não confiam em serem representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de SJC, que é filiado à CUT e que tem atuado de acordo com os interesses dos patrões, da PETROBRÁS e do GOVERNO LULA operando para derrotar o movimento.

Com este quadro nossa luta toma nova dimensão e certo caráter de URGÊNCIA, pois além de seguir a luta política é necessário uma campanha de solidariedade MATERIAL para garantir a resistência dos 140 demitidos que já tiveram seus salários suspensos e, como conseqüência, passam a sofrer maiores e mais graves privações com seus familiares.

Por isso solicitamos:

Intensificar a campanha de repúdio às ações da PETROBRÁS e suas empreiteras
As moções devem ser encaminhadas ao presidente da PETROBRÁS, José Sérgio Gabrielli de Azevedo (presidencia@petrobras.com.br), ao diretor-executivo de RH da PETROBRÁS, Diego Hernandes (diegohernandes@petrobras.com.br), ao diretor de RH da Revap, Sérgio Antunes de Oliveira (sergioaoliveira@petrobras.com.br) e aos empresários das empreiteiras do consórcio, na pessoa da diretora de RH da Ecovap, Heloísa Helena Madeira Noronha, heloisa.noronha@ecovap.com.br)

Enviar contribuições financeiras para garantir a resistência dos 140 demitidos e seus familiares
Dados da conta para depósito:
Associação Coordenação Nacional de Lutas
Banco do Brasil
Agência 4223-4
Conta 8908-7

Ao realizar o depósito na conta, por favor enviar comprovante via fax – (11) 3107 7984 – para identificarmos a origem e o destino.

Publicar esta luta em todos os nossos materiais e fazer uma exigência ao Governo Lula que afaste da PETROBRAS o responsável que autorizou a ação criminosa da PM e interfira para garantir a imediata reintegração de todos os demitidos.