Nosso chamado à juventude do PSOL

    Nos mesmos dias do Congresso da ANEL vai acontecer o 53º Congresso da UNE. Infelizmente, a juventude do PSOL, que está conosco organizando o movimento e participando das mobilizações em todo o Brasil, vai ao fórum da UNE, um espaço controlado de forma burocrática pelo governismo, no qual ministros vão discursar aos estudantes. Um congresso que vai aplaudir os ataques aos direitos da juventude e todos os programas educacionais dos últimos anos, que precarizaram e privatizaram a educação pública.
    Os companheiros afirmam que não rompem com a UNE por conta da enorme representatividade dessa entidade. Afirmam que apostar na construção da ANEL seria um grave erro sectário do PSTU, que nos isolou do conjunto do movimento estudantil. Para defenderem suas posições acabam, lamentavelmente, fazendo coro com a agitação do governismo, que busca dar a impressão aos estudantes brasileiros de que a UNE é a única entidade estudantil legítima, e não um instrumento do governo federal.
    Porém, a juventude do PSOL se esquece de dizer que a representatividade do Conune é afiançada pelo PT e pelo PCdoB, por meio de governos em parceria com os empresários do ensino pago.
    A ANEL, por outro lado, está muito longe do isolamento. A nova entidade foi protagonista dos principais processos de luta dos últimos quatro anos, criou relações institucionais com o conjunto do movimento de massas do país e com entidades estudantis de outros países, legitimou-se na base das universidades e escolas, obrigando até o MEC a tratar a ANEL como interlocutora dos estudantes mobilizados.
    Participar do Conanel ou do Conune não é apenas uma decisão tática. Em nossa opinião, essa escolha tem um caráter estratégico. No primeiro, estão aqueles que querem construir uma nova ferreamente de luta da juventude, se apoiando na democracia para resolver as diferenças.
    A juventude do PSOL ainda se recusa a vir conosco construir o novo, o futuro do movimento estudantil brasileiro. Sua posição acaba ajudando o governismo no movimento estudantil. De nossa parte, fica o chamado aos coletivos da esquerda para que rompam com a UNE e venham ao 2º Congresso da ANEL, para expor suas polêmicas, programas e concepção de movimento. Estamos convictos de que a juventude que luta por seus sonhos no Brasil e no mundo ganhará muito com a nossa unidade.

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