No meio do caminho, tinha uma greve

Protestos de bancários em Brasília
Wilson Dias / Agência Brasil

Bancários atropelam direção e vão à lutaA democracia burguesa funcionou mais uma vez: com a aparência democrática, pelo voto, a burguesia conseguiu o que queria. Saem fortalecidos os candidatos dos partidos apoiados pelos donos do capital. As grandes empresas financiaram estas campanhas e agora vão se beneficiar da vitória de seus candidatos, para seguir impondo um modelo econômico a serviço do FMI e dos banqueiros.

Mas há um contraponto nestas eleições. A onda de greves puxada pelos bancários não estava no figurino do PT e da oposição de direita. O ditado em voga da democracia burguesa é “Não lute, vote”. Ou seja, eles querem de todas as maneiras desviar as expectativas de mudança das massas para as eleições. Isso já não funciona. Contra os partidos majoritários, contra a direção da CUT e dos sindicatos, a greve bancária explodiu em grandes rebeliões de base. Quando fechávamos esta edição, a greve petroleira começava, também contra a direção da CUT e dos sindicatos. Nem tudo são flores para a democracia. A farsa teve um contraponto muito importante.

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