Metroviários de São Paulo exigem readmissão de demitidos em greve


É necessária uma ampla campanha contra as demissões políticas de Alckmin

Reunidos em assembléia nesse dia 11 de junho, os metroviários de São Paulo aprovaram uma campanha pela readmissão dos 42 trabalhadores desligados da empresa por terem participado da greve. Destes, 11 são diretores do sindicato. Eles também decidiram não paralisar as atividades no dia 12, mas continuarão mobilizados. Foram readmitidos três trabalhadores, mas os metroviários vão continuar lutando pela reintegração de todos.

Aqui não tem vândalo. O único vândalo é o governador Geraldo Alckmin“, disse Altino Prazeres, presidente do sindicato e militante do PSTU. Ele também disse que a categoria tinha orgulho dos cinco dias de greve que realizaram.

Neste dia 12, dia de estreia do mundial, a categoria participará do protesto contra as injustiças da Copa. A concentração para o ato está marcada para as 10h em frente ao Sindicato dos Metroviários.

Readmissão já!
Os metroviários realizaram uma das mais fortes greves de sua história. Com uma adesão próxima dos 100% em praticamente todos os setores, a categoria enfrentou a intransigência do governo Alckmin e a sua Justiça subserviente, além de uma campanha massiva realizada pela imprensa a fim de jogar a população contra os trabalhadores.

 O governo do PSDB, porém, além de se recusar a negociar, jogou a Tropa de Choque contra os funcionários em greve e ainda determinou a demissão de 42 trabalhadores. Quando até mesmo a direção da empresa acenava em rediscutir as demissões, Alckmin pessoalmente decidiu pela manutenção da medida arbitrária, demonstrando que se tratava de um ataque político para enfraquecer a mobilização e tornar os metroviários num exemplo às outras categorias.

A greve dos metroviários, no entanto, conseguiu aglutinar um amplo apoio, tanto de outras categorias em todo o país, como internacionalmente. Parte significativa da própria população expressou apoio aos trabalhadores em greve, condenando a repressão e a truculência do governo tucano.

É hora agora de reforçar a campanha pela readmissão dos metroviários. Essa luta não é apenas pelo emprego dos trabalhadores demitidos, mas é uma luta pela liberdade de organização e greve da classe trabalhadora.

Clique aqui e assine o abaixo-assinado em defesa da readmissão imediata dos metroviários!

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