Metalúrgicos da fábrica Mahle (MG) cruzam os braços por duas horas

Metalúrgicos, parados na entrada da fábrica, pedem melhores salários
Conlutas Itajubá (MG)

Baixos salários, desrespeito, superexploração, falta de motivação: estes foram os motivos que levaram cerca de 400 trabalhadores do setor bucha da metalúrgica Mahle Metal-Leve a iniciarem uma luta que resultou em paralisações em frente a fábrica. Os operários retardaram sua entrada para o trabalho em duas horas.

Esta luta faz parte da Campanha de emergência dos metalúrgicos do Sul de Minas, que o Sindicato dos Metalúrgicos, ligado à Conlutas, desenvolve na cidade e na região.

A Mahle lidera o mercado de anéis de amortecedores no Brasil. A unidade de Itajubá tem a maior carga horária e o menor salário das unidades dessa empresa no Brasil. O nível de exploração que esta fábrica impõe aos trabalhadores de Itajubá é enorme, tal quais as más condições de trabalho, o ritmo acelerado e as horas-extras praticadas com abusividade.

Não bastasse isso, a empresa mente para os trabalhadores que há um plano de cargos e salários, o que de fato não existe. Muitos trabalhadores ganham, há anos, um salário próximo ao piso, sem receber reajuste.

Por isso, os trabalhadores do setor bucha da unidade realizaram as paralisações. A empresa, temendo o crescimento da mobilização por dentro da fábrica, adiantou 9,91% de aumento para o setor. Com as mobilizações e as paralisações, os trabalhadores da Mahle deram um grande passo para construir a luta para a campanha salarial da categoria.