Maringá participa do dia nacional de luta contra as demissões

Após agitação, com panfletagem contra as demissões na base de categorias como servidores municipais, professores e servidores estaduais, juventude, movimento por moradia etc., aconteceu no Terminal Urbano de Maringá (PR) o ato contra as demissões e por uma saída dos trabalhadores para a crise. A convocatória para o ato também foi feita numa das principais fábricas da região. A manifestação foi parte do Dia Nacional de Luta.

O protesto foi organizado por Conlutas, Intersindical, Movimento dos Trabalhadores Por Moradia (MTM), Movimento Caminhando da Universidade Estadual de Maringá, oposições sindicais do SISMMAR, da APP e da UEM e pelos partidos políticos PSTU e PSOL. O ato teve o apoio, ainda, do Sindicato dos Trabalhadores Coureiros e do Sindicato dos Bancários.

A CUT, a Força Sindical e seus sindicatos romperam a unidade de ação e se recusaram a participar do ato unificado, demonstrando mais uma vez, estarem comprometidos com os patrões e os governos e não com as reais necessidades dos trabalhadores.

Todas as intervenções destacaram a necessidade de que o governo Lula parasse de torcer contra a crise e tomasse medidas concretas para evitar as demissões. Destacou-se a necessidade da regulamentação da proibição da demissão imotivada no Brasil, readmissão dos trabalhadores da Embraer e a reestatização da empresa sob controle dos trabalhadores.

Desde o processo de construção do ato, as entidades levantaram a necessidade de continuar a mobilização, o debate mais aprofundado e a tomada de outras medidas contra as demissões e o desemprego e já sinalizam a possibilidade de um debate sobre as saídas dos trabalhadores para a crise.

Outro exemplo mais concreto deste processo de luta é o que está ocorrendo nos Sindicatos dos Trabalhadores Coureiros. Após uma traição da CUT na defesa de trabalhadores demitidos por uma greve, a entidade está discutindo com a Conlutas a retomada da luta sindical, com a defesa pela reintegração destes trabalhadores e o debate para a reprovação do banco de horas. Também é parte dos debates a luta contra a redução de salários e direitos que já começam a ser propostas por alguns Curtumes da região.