Marcha dos servidores públicos federais reúne 4 mil em Brasília

Protesto reúne 4 mil em Brasília. Agora é preparar a greve nacional do setorMais de 4 mil pessoas se reuniram em Brasília, no último dia 28, na Marcha Nacional dos Servidores Públicos Federais. Munidos de faixas, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes vieram de diversas regiões do país. O Ato Público Nacional foi convocado pelas 31 entidades que compõe o Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Federais e contou com a participação de sindicatos filiados à CSP-Conlutas como Sindsef-SP, Sintrajud, Sinasefe, Andes-SN, entidades que compõem e Espaço de Unidade de Ação, entre outros.

O objetivo da manifestação era pressionar o governo para o atendimento das reivindicações da campanha salarial 2012. Entre as principais bandeiras dos servidores, estava a rejeição do PLC 2/2012 que cria o fundo de pensão complementar e privatiza o sistema de Previdência do funcionalismo federal. O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado, e agora cabe a presidente Dilma decidir pela suam sanção ou não.

Na opinião de Paulo Barela, da CSP-Conlutas, o processo construído pelas entidades nacionais vem acumulando forças. “A manifestação foi uma prova inequívoca da disposição dos servidores federais em lutar contra as políticas do governo em busca de suas reivindicações”, disse.

As reuniões realizadas com o Secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, não avançaram um milímetro sequer na pauta de reivindicações. O governo afirma que a proposta de reajuste emergencial de 22,08% é inaceitável, porque corresponde a R$ 25 bilhões do orçamento, ou 0,5% do PIB. Porém, o secretário não explicou como o governo Dilma pode liberar R$ 3 trilhões, ou 78% do PIB, para pagar os juros e parte do montante com a dívida pública para os banqueiros.
“Estamos cansados das embolações nas mesas do Ministério do Planejamento. Nosso próximo passo será a construção de um dia nacional de paralisação nacional em 25 de abril, já com objetivo preparar o terreno para a greve geral dos servidores federais”, afirma.
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