Manifestação dos servidores públicos federais reuniu 5 mil em Brasília nesse dia 16

Cerca de 5 mil servidores públicos do judiciário, do executivo e do legislativo tomaram as ruas de BrasíliaO ato marcado pela unidade contou com a participação de representantes da CSP-Conlutas, CUT, CTB e Intersindical. Parlamentares de diversos partidos também estiveram presentes.

A manifestação seguiu em passeata pela Esplanada dos Ministérios e foi até o Congresso Nacional. A finalização ocorreu no Ministério do Planejamento, no qual os manifestantes encaminharam um pedido de audiência entre os servidores e a ministra Miriam Belchior.

O ato se consolidou na busca da unidade para estabelecer a partir desta marcha em defesa dos servidores públicos. Nesta quinta-feira, 17 de fevereiro, haverá uma plenária com os setores do funcionalismo público e na sexta-feira, 18, uma reunião ampliada para definir um calendário de mobilizações.


Servidores criticam política do governo Dilma para os servidores

Também foi incorporado às reivindicações o aumento do salário mínimo. Uma parte dos manifestantes da CSP-Conlutas se descolou rumo ao Congresso Nacional, para acompanhar a votação do mínimo.

Mais do que uma campanha por reajustes salariais, a mobilização dos servidores federais se reveste de resistência contra as medidas que o governo e a imprensa vêm divulgando constantemente. A defesa do serviço público e de seus servidores são elementos motivadores da luta que se inicia.

O governo trabalha com a perspectiva de um plano de ajuste fiscal que aplique um redutor nos gastos públicos, além da desoneração da folha de pagamento das empresas. Isso diminuiria a alíquota patronal da previdência na ordem de 18% para algo em torno de 12-14% e a manutenção dos miseráveis R$ 545 para o salário mínimo. Também já há um movimento na base governista do Congresso Nacional para retomar a tramitação de importantes projetos como o PLP-549-09, PLC-249-98, propondo limitação nos gastos com salário e demissões por insuficiência de desempenho.

Junto com esses projetos, já está em vigor a MP-520-10, editada ao apagar das luzes do governo Lula, que aprofunda a precarização no serviço público e leva privatização à saúde pública em nosso país. O saco de maldades prevê também a restrição do direito de greve e a regulamentação da previdência complementar do servidor (fundos de pensão privados), e medidas que atingem os direitos de aposentados e pensionistas, além da suspensão dos concursos públicos e cortes no orçamento de 2011 que podem chegar aos R$ 50 bilhões.

Unidade de ação para responder aos ataques
A realidade conjuntural impõe a necessidade da resistência e da luta de todos os trabalhadores, porém, no presente momento, os ataques estão mais voltados para a retirada de direitos do funcionalismo, situação que exige uma resposta de organização e mobilização imediata por parte das entidades representativas dos servidores.

Conscientes dessa tarefa, as entidades já vêm se reunindo desde o dia 18 de janeiro para construir um plano de ação que responda as medidas de Dilma. O espectro de organizações é muito amplo e há uma verdadeira unidade de ação em curso no setor que envolve os setores dirigidos pela CSP-Conlutas CUT, CTB, Intersindical e setores ligados controladoria, auditoria e legislativo federal. Na reunião de organização da manifestação nacional, realizada no dia 09 de fevereiro, por exemplo, havia em torno de 20 entidades nacionais, representando esses mais diversos setores.

Além da marcha pelas ruas de Brasília e o ato político em frente ao Congresso, as entidades elaboraram uma carta aos parlamentares contendo as reivindicações da categoria que foi distribuída nesta terça-feira. Uma “carta aberta à população” também foi panfletada ao longo do trajeto entre a Catedral e o Congresso Nacional e as entidades também já protocolaram um pedido de audiência com a Presidente Dilma Rousseff, solicitando abertura de negociações e atendimento das demandas do funcionalismo.

A CSP-Conlutas, que participa do protesto nacional, está presente em Brasília com sua militância que atua em todas as frentes sindicais do funcionalismo. Na manifestação, uma coluna da Central foi formada com faixas, camisetas e adesivos para ajudar o funcionalismo federal. O objetivo é derrotar a política do governo Dilma e da burguesia, que promovem a destruição dos serviços públicos e querem aplicar o arrocho salarial e a demissão aos servidores públicos.