MA: Faça o que eu falo, não faça o que eu faço?

Waldemir Soares

Na semana que se completam 30 dias da prisão política de Celino Fernandes, José Domingo Verde Diniz, Wanderson de Jesus Rodrigues, Fernandes Alcion Lopes e Adriana de Jesus Rodrigues, militantes dos Fóruns e Redes de Cidadania pelo governo Flávio Dino do PCdoB, o PT, o PSOL e o PSB se reuniram com o governador maranhense sem que nenhuma denúncia tenha sido feita contra a prisão dos militantes que protestavam contra a grilagem nos campos da baixada maranhense.

Na agenda, a construção de uma “Ampla Frente Democrática” no país. Menos no Maranhão, de Sonia Guajajara! No Maranhão, a perseguição aos movimentos sociais continua mesmo após a saída da oligarquia Sarney. A prisão dos militantes do movimento Fóruns e Redes de Cidadania, no dia 28 de fevereiro, comprova o uso político das forças de repressão para garantir tranquilidade do agroestado de Dino.

Dino e sua aliança com o agronegócio passa o arado nos movimentos de luta pela terra. Foi assim na reintegração de posse contra os Tremembés em dezembro de 2018, na cidade de São José do Ribamar. É assim contra a comunidade do Cajueiro em São Luís.

A unidade PCdoB, PSOL, PT e PSB, que critica Bolsonaro, esconde uma aliança nefasta e criminosa de aparelhamento do estado pelo agronegócio no Maranhão. Grilagem de terras, ameaças e tentativas de homicídio são práticas comuns no estado.

A Policia e o Judiciário, formados na oligarquia Sarney e afagados por Dino, não garantem o pleno funcionamento do Estado Democrático de Direito. Enquanto muitos movimentos sociais centram atenção no governo Bolsonaro, Dino pilota seu trator rumo a 2022.

Exigimos a imediata soltura dos militantes arbitrariamente presos. Lutar por direitos e por liberdade de opinião e manifestação não é crime!

Waldemir Soares, da CSP-Conlutas