Luta contra opressão também se fez presente

No decorrer dos debates do encontro, a defesa da unidade em torno de um programa de luta foi feita, respeitando a enorme diversidade existente no interior da classe trabalhadora e da juventude. Afinal, alí estavam presentes negros e brancos, mulheres e homens, homossexuais e heterossexuais.

Foi em função disso que, no dia anterior, dezenas de ativistas da Conlutas se reuniram nos Grupos de Trabalho de Mulheres e GLBT e Negros e Negras. Os GT´s discutiram propostas para o Plano de Ação apresentado no Encontro.

Reunindo-se apenas dois dias após mais um crime racista – ocorrido em São Luis (MA), onde PMs espancaram até a morte o artista negro Geremias Pereira da Silva (Gerô) –, o GT de Negros e Negras aprovou uma campanha de denúncia da violência racial e contra o rebaixamento da maioridade penal. Além disso, também foi reafirmada a defesa de políticas de reparações (incluindo cotas nas universidades públicas), a retirada das tropas do Haiti, a solidariedade à luta dos povos quilombolas e a denúncia do governo Lula, que nada faz para combater o racismo.

Apresentando as propostas em nome do GT, Manoel Crispim (Sindsprev-RJ) e Dayse Oliveira (Sepe-RJ) também destacaram a importância de apresentar ao movimento negro uma alternativa classista e anticapitalista na luta contra a opressão racial.
Esta também foi a tônica das propostas apresentadas pelo GT de Mulheres e GLBT.

Segundo Janaína Rodrigues, da Oposição Alternativa da Apeoesp, na reunião foi feita uma ampla discussão sobre as cotas para mulheres nas diretorias de sindicatos e sobre como fortalecer o movimento GLBT com um marco classista. Ao final, a reunião aprovou como eixo para este ano a consigna “Contra todas as formas de violência machista e homofóbica“. Além disso, foram apresentadas as propostas de uma campanha nacional pela legalização do aborto e a denúncia das conseqüências das reformas neoliberais entre os mais oprimidos, como negros e mulheres.

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