Lula estende tapete vermelho para Bush

Bons amigos comerão churrasco na Granja do Torto, em tempos de febre aftosaO presidente norte-americano é odiado no mundo todo. Aonde vai é recebido com protestos e mobilizações de milhões de pessoa que identificam a sua imagem com a guerra, a miséria e a fome promovida pelo imperialismo. Entretanto, contrariando esse repúdio de milhões, Lula vai recebê-lo com tapete vermelho e até o convidou para um churrasco.

Isso tem fácil explicação. O governo brasileiro é considerado “parceiro” do imperialismo norte-americano na condução dos planos políticos para a América Latina. No Haiti, por exemplo, foi Lula que socorreu Bush enviando soldados brasileiros para ocupar o país. Além de oferecer ajuda “terceirizada” ao imperialismo, as tropas brasileiras reprimem a população e os opositores do governo fantoche haitiano. Na prática repetem o que os soldados norte-americanos fazem no Iraque.

Bombeiro ‘amigo’
Mas o apoio ao imperialismo não se resume à cooperação militar direta. Diante das revoluções e rebeliões dos povos contra os governos entreguistas, com foi o caso da Bolívia e do Equador, Lula assume o papel de bombeiro, enviando emissários políticos para manter a preservação da ordem e das instituições do Estado burguês. Não é à toa que Bush e sua funcionária, Condoleezza Rice, chamam o presidente brasileiro de “amigo”.

Como se não bastasse, o governo segue negociando a implementação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Embora ela esteja momentaneamente paralisada, por problemas internos da política norte-americana, como a redução dos subsídios aos agricultores daquele país, o Brasil constantemente tenta reativar as negociações. O próximo passo para tentar retomar as negociações será dado na chamada Rodada Doha (ver página 5) que será realizada em dezembro deste ano.
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