Greves da educação enfrentam prefeituras

As profissionais de educação infantil de Belo Horizonte (MG) seguem em greve há mais de 1 mês. Segundo Andréia Ferreira, diretora do SINDREDE-BH e da CSP-Conlutas (MG), “é uma greve pelo cumprimento do direito constitucional da atuação do docente na educação infantil”. O SINDREDE-BH informa que, além de ganharem até 40% menos que os professores do ensino fundamental, as profissionais da educação infantil não têm plano de carreira. Tudo isso porque a prefeitura de Marcio Lacerda (PSB) sequer reconhece essas trabalhadoras como professoras. O PSTU está apoiando a luta dessas educadoras e promovendo debates e seminários, com o intuito de elaborar, junto com essas lutadoras, um programa para a educação pública de BH – a ser apresentado pelo partido nas próximas eleições municipais.

São Paulo: revolta contra a direção
A greve dos professores municipais de São Paulo terminou com a revolta da categoria com o seu sindicato. Após oito dias de mobilização, o presidente do SIMPEEM, Claudio Fonseca, simplesmente não acatou a decisão da maioria presente na assembléia e declarou o fim da greve. Fonseca é também vereador do PPS, partido aliado do prefeito Kassab (PSD).

Com o golpe, a categoria se revoltou e impediu a saída do sindicalista de dentro do carro de som. Indignados, centenas de profissionais da educação cercaram Fonseca, exigindo que conduzisse nova votação. O presidente do sindicato, então, acionou a PM e, só depois da intervenção da Tropa de Choque, conseguiu sair do local da assembléia. Um verdadeiro espetáculo de burocratização e peleguismo!

A proposta apresentada pela prefeitura não contemplava a pauta de reivindicações dos grevistas. “Faremos uma forte campanha de denúncia do que houve nessa assembléia perante toda a categoria. Os profissionais de educação não agüentam mais essa diretoria, mais amiga do prefeito que dos educadores”, afirmou Lourdes Quadros Alves, da CSP-Conlutas que é minoria na diretoria do SIMPEEM.