Dia 25: paralisação nacional em todo o serviço público

Movimento é uma resposta ao governo, pelo descaso em relação à pauta de reivindicações da categoriaO governo federal já havia aprovado, no passado, a privatização dos Hospitais Universitários, criando a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e, neste ano, o governo de Dilma Rousseff também conseguiu aprovar a privatização da Previdência do servidor público, acabando com a integralidade e criando o FUNPRESP.

Não bastassem esses ataques, desde 2008 não há recomposição nos salários, e mesmos os acordos firmados com algumas categorias no ano passado, ainda não foram aprovados no Congresso Nacional.

Após várias reuniões com os representantes da Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, sem que nenhuma das reivindicações tenha sido atendida, os servidores federais decidiram paralisar suas atividades, em todo o Brasil, no dia 25 de abril. A decisão é uma sinalização para o governo de que a categoria não está para brincadeira e prepara a construção da greve geral por tempo indeterminado no serviço publico federal, ainda neste semestre.

A CSP-Conlutas é uma das entidades mais atuantes no fórum dos servidores federais e não só apoia a luta dos servidores federais como coloca todo o esforço de suas entidades filiadas para construção dessa paralisação nacional.

FASUBRA: derrota da CUT e fortalecimento da esquerda
Realizou-se, dos dias 11 a 15 de abril, em Poços de Caldas (MG), o 21° CONFASUBRA, que teve a participação de 1.076 delegados e delegadas vindos de todos os estados do Brasil.
Foi um evento bastante polarizado entre as posições do bloco de esquerda e a bancada governista. O ponto alto foi a votação da proposta apresentada pelos cutistas defendendo a refiliação da FASUBRA a CUT. Por maioria do plenário, o congresso manteve a desfiliação da Federação a CUT. “Os ex-dirigentes dessa central pelega, hoje parlamentares, votaram pela privatização da saúde e previdência do servidor federal. Sua central entreguista, comprometida com o governo, os patrões e a burguesia, não passará em nosso congresso”, avaliou Doni, militante da CSP -Conlutas de São Carlos (SP). O congresso também aprovou um calendário de mobilização para o próximo período.

Unidade
Desde o início, os delegados e delegadas da CSP-Conlutas militaram pela construção de um pólo de oposição, unificando todas as forças de esquerda presentes no congresso. Essa política se expressou em uma chapa unitária para derrotar o governismo e em uma importante vitória.

Na Coordenação Geral da entidade, o bloco ficou com duas vagas, enquanto que os governistas ficaram com apenas uma. Gibran Jordão, da CSP-Conlutas, recém eleito para a coordenação da FASUBRA, avaliou o resultado: “nossa Central vai ocupar uma posição de destaque nessa direção. Isso comprova que nossa política de unidade com todas as forças de esquerda em uma única chapa estava acertada”.

Post author Paulo Barela, de São Paulo (SP)
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