Greve dos trabalhadores de terceirizada da Petrobras sofre injustiça

Os trabalhadores petroleiros da Prest, uma terceirizada da Petrobras com 2 mil funcionários no Brasil, decidiram entrar em greve a partir do dia 16 de outubro em virtude da intransigência da direção da empresa que insiste em conceder um mísero reajuste salarial abaixo de qualquer índice inflacionário do próprio governo. A Prest ofereceu 2% e não quer discutir nenhuma outra cláusula.

Isto acontece graças à política da FUP, que não atendeu à solicitação do Sindipetro-AL/SE em unificar a luta entre as bases de Sergipe e Alagoas, Bahia e Rio Grande do Norte. Chegamos a combinar uma reunião em Aracaju, mas estes não apareceram nem deram satisfação. Eles estão conduzindo a negociação junto à empresa sem nenhuma discussão com o Sindipetro-AL/SE.

Isso provoca uma reação da empresa em relação a base de Sergipe, baseada numa negociação camuflada, que submete à justiça qualquer decisão independentemente do quadro nacional. O pior é que foi concedida uma liminar, obrigando o cumprimento de 60% do efetivo como mínimo, decisão injusta, irreal e imoral.

Na última negociação da PLR, conseguimos, em Sergipe, uma elevação considerável no recebimento do valor da mesma e todas as bases receberam a vantagem, independentemente de terem lutado. Aliás, já haviam aceito uma proposta rebaixada. Mesmo assim, a FUP insiste em não unificar a luta prejudicando o total da categoria.

*Stoessel Toeta é diretor do Sindipetro-AL/SE