Greve da Educação de Contagem continua

A prefeitura de Contagem, administrada pelo PT, é comandada por ex-sindicalistas. A prefeita Marília Campos foi presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Paulo César Funghi, secretário de governo, foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem.

Os conflitos com o funcionalismo têm sido constantes. No primeiro mês de governo, os servidores tiveram 15 dias de atraso no pagamento, o que os obrigou a realizar as primeiras manifestações. E, desde o dia 16 de maio, os trabalhadores em Educação estão em greve. A pauta inclui reajuste salarial (as perdas variam de 16% a 39%); convênio médico; fim da terceirização e plano de carreira.

Foi uma resposta ao índice de 3,9% oferecido e à terceirização do fornecimento da merenda escolar, pela qual a Prefeitura passou a gastar R$ 21 milhões quando antes gastava R$ 7 milhões pelo serviço.

A Prefeitura divulga que iniciou a implantação do plano de carreira, pelos simples fato de ter apresentado à categoria uma proposta de piso salarial, ficando de fora os critérios de promoção e enquadramento nos graus da carreira, o que muda pouco a realidade financeira da categoria. Os servidores perderam ainda o convênio com o IPSEMG (instituto de previdência do Estado), o que os deixou sem assistência à saúde.

No enfrentamento com os servidores, a administração colocou toda a equipe da Secretaria de Educação, na sua maioria ex-militantes da categoria, para ir às escolas entregar um panfleto que atacava a greve e ainda mentia dizendo que Contagem paga o melhor salário para os professores de Minas. Esses ataques forjaram uma unidade dos trabalhadores com os pais e estudantes, numa passeata inédita e muito aplaudida nas ruas de Contagem.

A greve ganhou as ruas e depois, os trabalhadores permaneceram acampados por mais de uma semana na porta da prefeitura, exigindo a reabertura das negociações. A diretoria do sindicato, que antes participava da CUT e de sua corrente majoritária, a Articulação Sindical, tem tido participação ativa nos fóruns da Conlutas e enviou uma delegação ao Conat. Já os militantes do PSTU tem tido uma atuação destacada desde a base da categoria e na busca do apoio político ao movimento.

Moções e declarações de apoio podem ser enviadas para sind1@brfree.com.br. O número do fax do gabinete da prefeita é (0xx31) 3352-5008 e o da Secretaria da Educação é (0xx31) 3356-7001.