Frente de Esquerda Socialista em Fortaleza é contra a doação de empresas às candidaturas

Cerca de 50 ativistas reuniram-se na manhã do último sábado, dia 6, na Praça do Ferreira, no centro de Fortaleza (CE), para realizar um ato contra as campanhas milionárias que se apresentam como alternativas para assumir a prefeitura da cidade.

A campanha para a reeleição de Luizianne Lins (PT) declarou a intenção de gastar R$11 milhões. Seus principais concorrentes, Moroni Torgan (DEM) e Patrícia Saboya (PDT) declararam respectivamente o limite de R$9 e R$8 milhões. Só a foto de Luizianne feita por JR Duran, fotógrafo de nove de cada dez estrelas globais, custou algo em torno de R$50 mil, mais do que pretende gastar a Frente de Esquerda e socialista (FES) em toda a campanha.

Gonzaga, candidato a vice pela FES e militante do PSTU, interveio explicando que as candidaturas milionárias só existem porque os empresários financiam aqueles que de fato lhes representam. Embora os candidatos falem o que o povo quer ouvir, eles são incapazes de resolver os problemas de Fortaleza, pois “vêem a cidade de cima para baixo, não sabem o que é andar de ônibus, não sabem o que é morar na periferia aonde o esgoto está a céu aberto, só conhecem os hospitais públicos em tempos de eleição”, disse.

Renato Roseno, candidato a prefeito e dirigente do PSOL-CE, falou ao lado de Gonzaga que sentia orgulho do vice da FES por permitir que a campanha pudesse ter a cara de um operário da construção civil. Renato denunciou o investimento feito pelos grandes empresários às candidaturas do PT/PHS, PDT/PSDB e DEM e destacou que a FES no Ceará não aceita dinheiro de empresas. “PessoaJjurídica não vota e não deveria nem ter direito de doar. Mas como tem, compete a nós, recusar”, afirmou. Destacou ainda que é “muito importante eleger os vereadores do 50 e do 16, mas que além do voto é preciso observar que a vida vai continuar no dia 6 de outubro, no dia 7, no dia 8, e que é preciso lutar, pois só a luta muda a vida”.

Durante o ato, militantes do PSOL e do PSTU gritaram palavras-de-ordem como “Frente de Esquerda não tem patrão / é o Renato e o vice é um peão” e “Olê olê, olê olá / eu sou de luta, sou radical / voto Renato porque o resto é tudo igual”.