Estudantes da UFRGS dizem não à privatização

No dia 7 de abril, cerca de 200 estudantes de diversos cursos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul pararam uma das principais avenidas de Porto Alegre, a João Pessoa, em frente ao restaurante universitário. O motivo inicial foi o anúncio dado pela reitoria de que o preço da refeição aumentaria de R$1,30 para R$2,40 – um aumento de 85%. A notícia veio justamente num período de crise que elevou muito o número de alunos que dependem do Restaurante Universitário.

A manifestação logo ampliou suas reivindicações e se transformou num ato de protesto contra a Reforma Universitária, que está sendo proposta pelo governo Lula em conjunto com o FMI, e contra a privatização do ensino. Os estudantes gritavam palavras de ordem como “RU não aumenta, não! É o início da privatização.”, “Educação não é supermercado, não pago!” e “O estudante não tem culpa. Wrana (a reitora) vá cobrar do Lula.”, entre outras.

– Estamos aqui não só pra mobilizar os alunos que estão na fila, mas a sociedade inteira. Porque esse aumento faz parte da privatização da universidade, da reforma universitária de Lula e do FMI. Nós não temos que pagar pela verba que o Lula gastou para pagar a dívida externa e que a Wrana não cobrou. – declarou a estudante de História Manoela Garcez, membro do Centro Acadêmico e do Movimento Ruptura Socialista.

Após trancarem a avenida por aproximadamente 20 minutos, os alunos dirigiram-se em passeata até a reitoria, seguidos pela polícia que havia sido chamada pela mesma. Um abaixo-assinado com 8 mil assinaturas foi entregue. A reitora Wrana Maria Panizzi, também presidente da ANDIFES, disse que não havia uma proposta de aumento. Entretanto, foi a pró-reitora de planejamento que deu a notícia aos estudantes numa assembléia realizada dias antes.

Novas manifestações e atividades já estão marcadas e os alunos prometem seguir lutando até que suas reivindicações sejam atendidas.