Em São José dos Campos, PSTU mostra a importância do voto socialista

Toninho e militantes do PSTU conversam com eleitores
PSTU-SJC

“Voto no Toninho porque acho que o Estado tem de governar com o povo, não pra quem já tem muito dinheiro”. A fala de Maria Regina, moradora de São José dos Campos (SP), expressa bem o apoio que a candidatura do PSTU vem recebendo na cidade, principalmente entre os setores mais pobres e explorados.

Na principal cidade do Vale do Paraíba e importante pólo industrial, três candidatos disputam a prefeitura. O atual prefeito e candidato à reeleição, o tucano Eduardo Cury, o deputado petista Carlinhos de Almeida e Antonio Donizete, o Toninho, do PSTU, candidato pela Frente de Esquerda (PSTU-PSOL).

Três candidatos, dois projetos
“Apesar de três candidatos, há nestas eleições apenas dois projetos”, afirma Toninho. A disputa eleitoral na cidade expressa bem a verdadeira polarização, que não ocorre no terreno das pesquisas e sim nas propostas, no caráter de classe e na própria campanha das candidaturas. Cury privatizou a saúde na cidade, beneficia as empreiteiras que atuam no transporte público e tenta há anos expulsar as famílias pobres da ocupação do Pinheirinho.

Carlinhos não apresenta um projeto alternativo ao do PSDB. Aliado a partidos como o PMDB, o petista não se coloca contrário à terceirização da saúde pública, que está levando o caos ao sistema público da cidade. Pior, o PT em Guarulhos aplicou a mesma política que o PSDB em São José dos Campos. Já Cury, ao ser questionado sobre a privatização, afirmou que apenas seguia uma recomendação do governo federal. Carlinhos disse que apenas iria rever a terceirização.

Antes do PSDB, o PT governou a cidade. A prefeita era ninguém menos que a ex-deputada Ângela Guadagnin, que se tornou nacionalmente famosa ao protagonizar a “dança da pizza” na Câmara dos Deputados no escândalo do mensalão. No governo de Ângela, manteve-se o monopólio do transporte privado nas mãos de três empresas, que só foi revisto agora por ordem da Justiça.

Já com relação à ocupação do Pinheirinho, uma das maiores do país, o candidato do PT chegou a dizer que “meu partido não participou nem apoiou a ocupação”. Como se isso não bastasse, Carlinhos foi financiado pela construtora OAS durante as eleições para deputado. A empreiteira atua nas obras da Revap, a refinaria da Petrobras que reprimiu duramente os operários na última greve.

Os candidatos do PT e do PSDB, portanto, são financiados pelas grandes empresas, aplicam a mesma política e têm quase o mesmo discurso. A candidatura do PSTU é a única que não recebe financiamento de empresas, coloca-se frontalmente contrária às terceirizações e apóia ativamente a luta dos sem-teto, assim como todas as categorias, como os metalúrgicos e os operários da construção civil, que participaram de importantes mobilizações este ano.

“O PT e o PSDB não têm diferença nenhuma, vou votar no Toninho porque é o único que representa a classe trabalhadora”, disse Raimundo Queirós Sampaio, operário da Revap que fez questão de abordar o candidato em pleno calçadão da cidade.

Voto útil é o voto no PSTU
Mesmo com uma campanha com poucos recursos e realizada sem cabos eleitorais, apenas com a militância do partido, o PSTU apareceu na última pesquisa divulgada na cidade com 4,2% das intenções de votos. Considerando apenas os votos válidos, Toninho aparece com 4,9%. Ao contrário do que poderia acontecer, as pesquisas mostram crescimento da candidatura socialista na reta final de campanha.

Apesar da polarização eleitoral entre PT e PSDB, a candidatura do PSTU cresce e tem amplo apoio entre a juventude e setores da classe trabalhadora. “Votar na nossa candidatura é fortalecer um projeto da classe trabalhadora, votar no PT ou no PSDB é legitimar as políticas deles, para que depois elas se voltem contra a população”, explica Toninho.

Mas não seria jogar o voto fora escolher um candidato que não está entre os primeiros colocados nas pesquisas? “O Toninho é um cara que já está ligado à luta. Deixar de votar nele porque ele não está entre os primeiros nos índices de intenção de voto é um grande engano, é deixar de aproveitar uma oportunidade de renovação”, afirma o estudante universitário Felipe Daniel.

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