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Estudantes ocupam reitoria da USP
Desde do último dia 4, os estudantes da USP mantêm uma ocupação no prédio da reitoria. A ação ocorreu depois que um grupo de estudantes se dirigia ao local para exigir um pronunciamento público da reitora, Suely Vilela, sobre os decretos do governador José Serra, que impõem a precarização e a privatização das universidades paulistas. Como a reitora não compareceu, os estudantes decidiram ocupar o prédio.

Os estudantes exigem uma posição da reitoria sobre os decretos, a realização de um Conselho Universitário aberto e o atendimento de questões específicas da USP, como a solução de problemas na moradia e a contratação de professores. Também querem a garantia de que não vai haver punição aos ocupantes. Houve uma negociação com a reitora, na qual os estudantes conseguiram algumas vitórias: 329 novas moradias e posicionamento da reitoria sobre os decretos de Serra no próximo Conselho Universitário. Por enquanto os estudantes mantém a ocupação e preparam uma greve, junto com os servidores da universidade, no dia 16 de maio.

Servidores de diadema
Após 17 dias de greve, servidores de Diadema (SP) obtiveram uma vitória parcial. A forte mobilização teve como vanguarda setores da educação, da saúde e da guarda municipal. O prefeito de Diadema, José de Filippi Junior (PT), disse que reajustaria o salário da categoria em apenas 3,12% enquanto os servidores reivindicavam reposição das perdas de 33%. O Prefeito quis pagar para ver e viu. Os servidores deflagraram a greve e ocuparam a Câmara dos Vereadores, no dia 3 de maio. A ação forçou a administração a apresentar, por escrito, outra proposta. Os servidores em assembléia votaram pelo fim da greve, mas não da mobilização, já que existe uma grande desconfiança com a atual administração.

Vitória na UFG
No dia 10 de maio os estudantes da Universidade Federal de Goiás (UFG) deram uma resposta ao atual projeto de reforma da Educação Superior implementado pelo governo Lula. A chapa 2 “Unidade e Ação”, teve ampla maioria dos votos, demonstrando que fica cada vez mais difícil para os setores governistas defender a reforma Universitária. A eleição contou com 2996 votos, dos quais a chapa 2 obteve 1.922 votos.

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