Em meio ao discurso de Bolsonaro contra indígenas, garimpeiros invadem território Wajãpi e executam liderança

Povo Wajãpi

Todo apoio à aldeia Wajãpi! Pelo fim do genocídio indígena

Indígenas Wajãpi do município Pedra Branca do Amapari, oeste do Amapá, denunciam a invasão de um grupo de garimpeiros em suas terras, e o assassinato de uma liderança indígena. Segundo denúncias dos indígenas Wajãpi, cerca de 50 garimpeiros fortemente armados invadiram e se instalaram na região, assassinando o chefe Emyra Waiãpi a facadas no último dia 22.

De acordo com relatos (leia a nota do Conselho das Aldeias Wajãpi), Emyra foi esfaqueado próximo à sua aldeia Waseity, próximo à aldeia Mariry. Ele teve a garganta cortada e seu corpo jogado no rio, sendo encontrado no dia seguinte pela esposa. Os indígenas Wajãpi das aldeias Yvytotõ e Karapijuty perceberam então que suas terras haviam sido invadidas pelos garimpeiros, e passaram a receber ameaças.

No dia 26 áudios do vereador Jawaruwa Waiãpi circularam com um dramático pedido de ajuda. “Eles estão armados de metralhadoras entre outras armas, estamos em perigo“, diz. Só nesse dia 28, quase uma semana após o assassinato e o início da invasão, forças de segurança teriam ido ao local.

Essa violência contra os indígenas ocorre em meio à campanha de Bolsonaro contra os povos originários e a demarcação de terras, em apoio aos latifundiários, garimpeiros e mineradoras. “Os discursos de ódio e agressão do presidente Bolsonaro e demais representantes de seu governo servem de combustível e estimulam a invasão, o esbulho territorial e ações violentas contra os povos indígenas em nosso país“, denuncia nota do Conselho Indigenista Missionário, o Cimi.

É preciso exigir a imediata apuração e punição por mais esse crime contra os povos originários, tal como o fim dos ataques de Bolsonaro aos povos indígenas, verdadeiro estímulo ao genocídio indígena, o respeito e o avanço à demarcação de terras e aos direitos dos povos originários.