Em Campinas, protesto foi em frente à Replan

Ato unificado em Fortaleza
Fernando Saraiva

Na região de Campinas, no interior paulista, a principal atividade foi uma manifestação em frente à Refinaria do Planalto Paulista (Replan), combinada com uma luta local contra a instalação de pedágios nas estradas da região. Estiveram representados Conlutas, CUT, Intersindical, MST, MTST, DCE Unicamp e DCE PUC.

Além destes, marcaram presença os partidos políticos PSTU, PSOL e PCB e alguns vereadores e deputados. Representantes de sindicatos da região falaram durante o ato, como de Petroleiros, Construção Civil, Metalúrgicos, Rodoviários e Químicos Unificados.

O ato reuniu cerca de 350 pessoas que conseguiram chegar ao local. A estrada em frente à Replan foi parada por aproximadamente três horas, até que a tropa de choque chegou. Não chegou a haver confronto. Um juiz de Paulínia expediu um mandado de prisão contra um diretor do sindicato dos petroleiros, mas não apareceu ninguém para executar o mandado.

O eixo da maioria das falas foi o pedágio. Muitos vereadores da região, bem como os comitês contra o pedágio de Paulínia e Cosmópolis se pronunciaram.

Um representante da CUT antecipou o debate eleitoral e fez campanha contra o PSDB no estado.

Silvia Ferraro, em nome do PSTU, defendeu a campanha pela queda do presidente do Senado, José Sarney. Ela também reprovou a forma como o governo Lula vem tratando o problema da gripe suína, pondo em risco a vida da população, principalmente dos trabalhadores e dos mais pobres. Sílvia também repudiou o golpe militar em Honduras.

Marcos Margarido, representando a Conlutas, também defendeu o “Fora Sarney”. Ele condenou, ainda, as demissões e a retirada de direitos que vêm ocorrendo em função da crise. Margarido disse que é necessário e urgente que os trabalhadores exijam que Lula edite uma medida provisória que garanta estabilidade no emprego. Por fim, ele lembrou a decisão do TST contra os trabalhadores da Embraer, afirmando a importância da unidade e da mobilização para resistir aos ataques dos patrões.