Em assembléia, servidores mantêm greve no Judiciário Federal de São Paulo

Na tarde desta terça-feira, 6 de junho, mais de 700 servidores do Judiciário Federal participaram de uma assembléia estadual em frente ao Tribunal Regional Federal, que aprovou a continuidade da greve da categoria em São Paulo. Com a greve, que teve início em 3 de maio, os servidores reivindicam a aprovação do projeto que revisa o Plano de Cargos e Salários do judiciário federal, que tramita nas comissões da Câmara.

Nesta terça-feira, o projeto seria pautado na Comissão de Constituição e Justiça, mas foi adiado para quarta-feira, 7 de junho. Além disso, o governo ainda não apresentou nenhuma proposta sobre o orçamento, mas continuam as negociações para que o Executivo libere verbas para a implementação do projeto ainda em 2006.

A assembléia também aprovou a participação da categoria no ato unificado dos servidores públicos federais, que será nesta quarta-feira, dia 7, às 14 horas, em frente à Delegacia Regional do Trabalho, na Rua Martins Fontes, 109. O protesto deve reunir os vários setores do funcionalismo federal que estão em greve ou mobilizados, já que as Medidas Provisórias desta semana não contemplaram todos.

A aprovação da continuidade da greve do judiciário em São Paulo se deu por quase unanimidade e os servidores marcaram uma nova assembléia para quinta-feira, dia 8 de junho, às 14 horas, em frente ao prédio do Tribunal Regional Eleitoral, na rua Francisca Miquelina, 123.

A greve, que já é a maior da categoria, cresceu muito nos últimos dias. Ela está forte nos três tribunais. No TRE, 60% dos servidores estão parados. No Fórum Trabalhista da Barra Funda, cerca de 65% das varas estão com balcão fechado. Já no prédio do TRF, estão parados 90% das turmas, 80% dos gabinetes e 80% do setor administrativo. Também na baixada santista a greve cresceu. Com as novas adesões da Justiça do Trabalho de Santos e da Praia Grande, a greve do judiciário atinge toda a baixada. No interior do estado, a greve cresceu na Justiça Federal, onde era fraca a adesão até então. Estão parados os fóruns federais de Ribeirão Preto, Araçatuba, Taubaté, Ourinhos, Araraquara e Assis.