Dia 14: construir um dia de luta e de paralisações

É preciso unificar as categorias em luta num grande dia nacional de mobilizaçõesAs centrais sindicais e os movimentos sociais mais importantes do país confirmaram o dia 14 de agosto como um dia nacional e unificado de lutas. As bandeiras serão a defesa do emprego, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e a defesa dos salários e direitos dos trabalhadores.

Polêmicas
Existe uma importante discussão sobre a dimensão das atividades a serem realizadas. A Conlutas, apoiada por outras organizações, defendeu um dia de paralisações em todas as bases onde houvesse condições para tal. Não houve acordo sobre isso por parte das demais centrais, e o que ficou acertado foi realizar um dia de luta com manifestações de rua e também paralisações. Cada organização definirá a forma das atividades que impulsionará.

A Conlutas propôs também que fosse divulgada uma nota centrada nas bandeiras definidas por consenso, já que a análise da atuação do governo frente à crise não é comum entre as centrais. No entanto, não houve acordo.

A entidade reafirmou sua disposição de garantir a unidade, mas distribuirá sua própria nota e não assinará o documento defendido pela maioria das centrais.

Dia de luta contra o governo e os patrões
As divergências que surgiram na preparação dessa jornada refletem a disputa sobre o caráter dos protestos. A Conlutas e outros setores combativos defendem um processo de lutas que, além de combater os capitalistas e sua ofensiva, enfrente também o governo Lula, que tem sido um aliado fundamental dos patrões.

CUT, Força Sindical, CTB e demais centrais governistas estão presas aos seus compromissos com o governo e tentam limitar o dia 14 de agosto a um protesto contra os patrões, isentando Lula de sua responsabilidade.

A unidade de ação para um grande protesto no dia 14 de agosto tem enorme importância para fazer avançar a luta dos trabalhadores, apesar das diferenças entre as nossas organizações. Por isso, é nossa obrigação impulsionar toda mobilização possível nessa data. Mas, da mesma forma, temos que disputar o caráter das manifestações, buscando transformá-las em um verdadeiro dia nacional de lutas, contra os patrões, o governo Lula e os seus aliados nos estados e municípios.

Unificar lutas das categorias mobilizadas
Estamos no início das campanhas salariais dos metalúrgicos, petroleiros, funcionários dos Correios e bancários. Continuam ainda as mobilizações dos servidores municipais e as lutas dos diversos movimentos populares, como o MTST.

Ao mesmo tempo em que precisamos cercar de solidariedade as lutas em curso, vamos buscar garantir que todas elas desemboquem numa grande mobilização nacional no dia 14 de agosto.

Neste sentido, propomos a todos os setores do movimento que, após a realização do dia 14 de agosto, seja construído um dia nacional unificado de greves de todas as categorias em luta e em campanhas salariais.

A Conlutas já está na vanguarda da construção do dia 14 de agosto. Para intensificar sua preparação na base, irá publicar um boletim nacional para ajudar na massificação da convocação e, ao mesmo tempo, ajudar a difundir as bandeiras defendidas pela Conlutas. Esse jornal estará na reunião da Coordenação Nacional que acontecerá no Rio de Janeiro, nos dias 25 e 26 de julho.

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