Sabemos que as eleições não são o campo mais favorável para um partido revolucionário e socialista e a luta dos trabalhadores e trabalhadoras, da juventude, de mulheres, negros(as), LGBTs, indígenas, o povo das quebradas, comunidades e periferias.  O jogo tem muitas cartas marcadas.

Só pra começar, há os financiamentos bilionários, negociatas e acordos escusos. Mas, também, o boicote da mídia e a luta desigual entre um partido como o PSTU, que só conta com sua militância e apoiadores (as), e a quase totalidade dos demais, com as de gente contratada, marqueteiros, robôs virtuais e gente robotizada à disposição.

Mas, somos bons de briga. E nada disso tira nosso ânimo. Pelo contrário. País afora, nossos candidatos e candidatas, militantes e apoiadores, têm demonstrado uma garra invejável na defesa de uma alternativa socialista e revolucionária também no processo eleitoral.

E nossa mensagem tem sido ouvida. Afinal, em meio à maior crise econômica que se tem notícia e num país com quase 155 mil mortos, tem muita gente cansada de dar ouvidos pra promessas vazias e mentiras deslavadas. Por isso, pra além do que temos conquistado em termos de intenções de votos, algo, sem dúvida, muito importante, as campanhas também têm servido para organizar “os de baixo” e promover importantes debates.

E como reflexo disto, também temos conseguido cavar algum espaço na “grande imprensa” e chamado a atenção de agências de notícias populares e independentes. Então, a partir desta semana, iremos publicar um “clipping” (um resumo) desta cobertura no que se refere à nossa candidata a prefeita, a Vera, destacando os principais temas.

Aliás, pra começar, pra quem não conhece Vera ou quer conhecer nossas propostas, vale começar pela publicação mais recente: uma live-entrevista realizada pelo Portal IG, hoje, 18 de outubro, cujo link está disponível no artigo Eleições 2020: PSTU tem Vera Lúcia e 6 candidatos a vereador; saiba os nomes (https://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/2020-10-18/eleicoes-2020-pstu-tem-vera-lucia-e-6-candidatos-a-vereador-saiba-os-nomes.html) ou pelo YouTube (veja abaixo).

Em defesa da vida das crianças

A semana foi marcada por duas datas comemorativas, o Dia das Crianças (12) e o Dia dos Professores (15) que acabaram pautando as campanhas eleitorais. No dia 12, enquanto a maioria delas girou em torno de “cenas comoventes” e promessas vazias, Vera participou de uma videoconferência com mães e apoiadoras no para discutir a primeira infância.

A atividade ganhou destaque nas páginas do jornal O Globo e também foi noticiada pelo SP TV, da emissora (https://globoplay.globo.com/v/8934491/). Como reportado no artigo, Vera promete acabar com creches conveniadas e cobrar dívidas de bancos com município (https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2020/noticia/2020/10/12/vera-promete-acabar-com-creches-conveniadas-e-cobrar-dividas-de-bancos-com-municipio.html), nossa candidata destacou como, se eleita, vai acabar com as creches conveniadas (que têm sido utilizadas para desvio de verbas públicas, fraudes e corrupção) e transformar todas as unidades em administração direta do município e, para financiar essa operação, pretende cobrar as dívidas dos grandes bancos com a prefeitura.

“O problema não é de falta de recursos, é que o Estado funciona para atender aos interesses de grandes empresas (…). Dá para fazer creche de sobra, dá para contratar.”, afirmou Vera.

A reunião de Vera com as mães também foi noticiada pelo Portal R7 (do Grupo Record) na matéria Educação é tema de campanha à Prefeitura de SP nesta segunda (12) (https://noticias.r7.com/eleicoes-2020/educacao-e-tema-de-campanha-a-prefeitura-de-sp-nesta-segunda-12-12102020): “Falamos sobre os desvios dos recursos públicos para o ralo da iniciativa privada e os esquemas de corrupção que envolvem essas relações. A denúncia de recebimento de 1,4 milhão do candidato a vice prefeito na chapa de Bruno Covas é a prova cabal dessa promiscuidade na relação publico e privado, enquanto as crianças e a mães principalmente, sofrem as consequências na falta de vagas e na qualidades dos serviços prestados por empresas e instituições contratadas pela prefeitura”, declarou Vera Lúcia.

Educação não é mercadoria

No dia 15, o tema central, evidentemente, foi a Educação. Como noticiado pelo Portal R7, no artigo Homenagens ao Dia do Professor movem agenda eleitoral em SP (https://noticias.r7.com/eleicoes-2020/homenagens-ao-dia-do-professor-movem-agenda-eleitoral-em-sp-15102020), neste mesmo dia, Vera participou de uma live, pelo Instagram, da página Informação Para Todos (IPT Brasil), cuja íntegra pode ser acessada aqui (https://www.instagram.com/tv/CGXaoFvFRrJ/?igshid=1k9z186y19hsj).

Questionada pela reportagem do R7 sobre seu projeto para a educação, a única mulher negra que concorre à prefeitura de São Paulo, “criticou a atuação dos empresários do setor no país, ´que lucram absurdos tratando a educação como mercadoria’ e obtêm boa parte dos recursos públicos destinados a educação pública.”

Lembrando que professores(as) e demais profissionais que trabalham no sistema escolar têm perdido os direitos adquiridos por meio de muitas lutas ao longo de décadas, Vera mandou seu recado para a categoria: “Nesse dia dos professores e professoras, mais do que render homenagens a esses mestres do conhecimento, precisamos fazer um chamado a sociedade para se levantar em luta, para que o acesso ao conhecimento seja um direito humano. Como seres humanos, que sejam tratados dignamente aquelas e aqueles que nos ensinam. Isso o capitalismo não pode nos oferecer. Então, temos o dever de construir uma sociedade socialista, onde a educação não seja mercadoria, cara para quem pode comprar e os tubarões do ensino lucrarem”.

Atacar o Capital pra cuidar da saúde

No dia 13, a Agência de Notícias da Aids, portal que distribui conteúdo para jornalistas, ativistas e integrantes da comunidade científica, publicou o artigo Eleições em São Paulo: Confira as propostas de Antonio Carlos, Jilmar Tatto, Joice Hasselmann, Marina Helou, Orlando Silva, Filipe Sabará e Vera Lúcia para saúde (https://agenciaaids.com.br/noticia/eleicoes-em-sao-paulo-confira-as-propostas-de-antonio-carlos-jilmar-tatto-joice-hasselmann-marina-helou-orlando-silva-filipe-sabara-e-vera-lucia-para-saude/) e apesar de não ter escutado Vera especificamente sobre o tema, o portal destacou os principais pontos de nosso programa:

“A candidata (…), afirma que é necessário romper com o sistema capitalista e credita ao governo federal as mortes por Covid-19 e o aumento no desemprego no país. Como prefeita da cidade de São Paulo, Vera Lúcia se compromete a estatizar os transportes públicos, criar um piso salarial municipal de R$ 4.020, e isentar desempregados do pagamento tarifas de água, luz e gás. A candidata também se opõe à volta às aulas em meio à Covid-19 na rede municipal “enquanto não houver vacina, testes em massa ou controle da pandemia”.

“Além disso, o programa defende a formação de conselhos populares com poder deliberativo superior ao da Câmera Municipal, que seriam “eleitos democraticamente pela classe trabalhadora”. Vera Lúcia também propõe que a prefeitura complemente o auxílio emergencial do governo federal para atingir o piso salarial de SP de R$ 1.163.”

A saúde também foi o tema central do conteúdo produzido pela Agência Folhapress (do Grupo Folha) e reproduzido em diversos portais, como o DL News (https://dlnews.com.br/noticias?id=44128/candidatos-de-sp-propoem-servicos-de-saude-mental-e-aulas-extras-para-o-pos-pandemia) e Mercado-On (do Grupo Meon de Comunicação: https://www.meon.com.br/noticias/brasil/candidatos-de-sp-propoem-servicos-de-saude-mental-e-aulas-extras-para-o-pos-pandemia).

No texto foi destacado que Vera “defende que a quarentena deve permanecer de forma rígida, com garantia de emprego e renda, e testagem em massa até a descoberta de uma vacina para o coronavírus. Propõe que a saúde seja 100% pública, administrada pelo Estado e supervisionada por conselhos populares. Também sustenta que os hospitais e laboratórios privados sejam estatizados.”

Transporte para todos, e com qualidade

No dia 13, o Portal Via Trolebus, dedicado a temas relativos à mobilidade urbana, publicou uma matéria sobre nossas propostas para o setor num artigo intitulado Vera Lúcia, do PSTU, promete a volta da CMTC em São Paulo (https://viatrolebus.com.br/2020/10/vera-lucia-do-pstu-promete-a-volta-da-cmtc-em-sao-paulo/). Nele, Vera defendeu a necessidade da volta da Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC), como forma de estatizar o transporte coletivo na capital paulista.

Além disso, Vera defendeu a criação de um plano de obras públicas, para criar empregos, que inclua a abertura de novos corredores de ônibus, e a redução do preço das passagens, rumo à tarifa zero, reafirmando o que consta em nosso programa de governo: “Fim da máfia dos transportes! Pela reconstrução da CMTC sob o controle dos trabalhadores e da comunidade! Investimento na expansão do metrô público! Passe livre para estudantes e desempregados! Redução de tarifa rumo à tarifa zero!”.

Para saber o papel que Luiza Erundina, candidata a vice na chapa de Guilherme Boulos (PSOL), cumpriu, quando foi prefeita, entre 1989 e 1992, em relação ao desmantelamento da CMTV, leia o artigo escrito por Vitor Scagliusi e publicado em nosso site: Polêmica: Prefeitura Erundina investiu na desorganização dos trabalhadores (https://www.pstu.org.br/polemica-prefeitura-erundina-investiu-na-desorganizacao-dos-trabalhadores/), no qual o ex-coordenador das comissões de garagem da CMTC explica como Erundina atacou as greves, investiu na privatização do sistema de transporte público, fortalecendo a máfia do setor, com subsídios milionários, e atacando seu maior obstáculo: a greve dos condutores organizados em comissões de garagem.

O tema dos transportes também foi o centro da reportagem do Portal R7, no dia 13, em um artigo intitulado Transporte público, mobilidade e creches marcam campanha em SP (https://noticias.r7.com/eleicoes-2020/transporte-publico-mobilidade-e-creches-marcam-campanha-em-sp-13102020) que registrou Vera gravando vídeo de campanha sobre o tema, no qual defendeu a implementação de medidas que acabariam com a máfia dos transportes, o enriquecimento ilícito e todos os tipos de fraudes com a utilização de recursos públicos: “Defendo a estatização e a reconstrução da CMTC, passe livre para estudantes e desempregados e a redução da tarifa, rumo à tarifa zero. Tudo isso é possível tirando o lucro privado dos empresários dos transportes. O que é público passa a ser gerido pelo setor público. É o transporte público cumprindo a sua função social”, declarou a candidata.

A mobilidade urbana também foi o tema da matéria publicada pela Folha de S. Paulo, no dia 14, sob o título Revisão de contratos e mais corredores puxam propostas de candidatos (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/10/revisao-de-contratos-e-mais-corredores-de-onibus-puxam-propostas-de-candidatos-para-transporte-em-sao-paulo.shtml), que sintetizou da seguinte forma as propostas do PSTU em São Paulo: “Propõe a estatização dos transportes públicos e defende a reconstrução da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), empresa que era responsável pela administração e operação do sistema de ônibus na cidade e que foi extinta por Paulo Maluf em 1995. A candidata compromete-se a expandir o metrô e a reduzir a tarifa até atingir a gratuidade, embora o modal seja administrado pelo governo do estado.”

A mesma reportagem foi reproduzida pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC): https://idec.org.br/idec-na-imprensa/revisao-de-contratos-e-mais-corredores-de-onibus-puxam-propostas-de-candidatos.

Contra toda forma de opressão

Na sexta, 16, o Portal R7 destacou Segurança, saúde e transportes são temas de campanha em SP (https://noticias.r7.com/eleicoes-2020/seguranca-saude-e-transportes-sao-temas-de-campanha-em-sp-16102020?amp) e Vera, entrevistada enquanto aguardava o início da live com os Jovens Cronistas, fez uma declaração sobre a denúncia de agressão cometida por Ricardo Nunes, candidato a vice-prefeito na chapa de Bruno Covas (PSDB), contra a esposa:

“A violência contra as mulheres é uma epidemia. É gravíssimo que o vice de Covas tenha um boletim de ocorrência de denúncia de agressão contra sua esposa. Tem de explicar à sociedade, mas acima de tudo tem de ser investigado e punido exemplarmente, se comprovado. Apesar de ser chocante, não seria nada incoerente para quem se tornou,porta voz da suposta ‘ideologia de gênero’, com os argumentos de que não se deve falar de machismo ou do preconceito às mulheres nas escolas. O silêncio perpetua violência e temos de quebrá-lo”, declarou Vera Lúcia.

Vale mencionar que o combate às opressões também foi destaque na entrevista com nosso candidato a vice, o Professor Lucas, ao Jornal Nippak, órgão da comunidade Nikkei em São Paulo (descendentes de japoneses nascidos fora do Japão ou para japoneses que vivem no exterior).

Lembrando que o Brasil é o “maior país japonês fora do Japão”, com cerca de 2 milhões de pessoas, sendo que aproximadamente 1,3 milhão vive na chamada Grande São Paulo, Lucas falou da importância da luta contra as opressões e por uma educação de qualidade, da organização através dos conselhos populares e muito mais, como destacado no artigo Candidato nikkei a vice-prefeito pelo PSTU na Capital luta por educação e contra o racismo e a xenofobia (https://www.jnippak.com.br/amp/2020/eleicoes-2020-sao-paulo-candidato-nikkei-a-vice-prefeito-pelo-pstu-na-capital-luta-por-educacao-e-contra-o-racismo-e-a-xenofobia/)

Na conversa, de quase 1:30 hora, com Adriano Garcia e Cláudio Porto, da TV Jovens Cronistas (https://www.youtube.com/watch?v=VvlBU5TeoXg), Vera expôs vários aspectos de nosso programa, da diferença com os partidos reformistas, da luta combinada contra a exploração capitalista e a qualquer forma de opressão, lembrando como ela própria é expressão daqueles e daquelas para os quais e com os quais o PSTU quer construir uma alternativa socialista e revolucionária para São Paulo, o Brasil e mundo: uma mulher negra, nordestina, que viveu como operária nos setores mais explorados da classe trabalhadora.

Que os conselhos populares decidam

Em artigo publicado no Portal R7, na quarta, dia 14, com o título Emprego e saúde são destaques da campanha em SP nesta quarta (14)https://noticias.r7.com/eleicoes-2020/emprego-e-saude-sao-destaques-da-campanha-em-sp-nesta-quarta-14-14102020 — a reportagem registrou a participação de Vera num programa de uma rádio comunitária no Jardim Ângela, um dos bairros mais periféricos da Zona Sul da cidade, no qual ela estava discutindo o papel dos conselhos ou comitês populares, a serem organizados nos bairros, na periferia, em locais de trabalho, na educação e na saúde: “Que sejam a classe trabalhadora e o povo pobre que decidam sobre o que fazer com 100% do dinheiro do orçamento público e fiscalizem sua aplicação. A Câmara deve se submeter aos comitês populares. Todo político deve ter mandato revogável e nenhum deveria ganhar mais do que um operário ou uma professora”, declarou Vera Lúcia.

Você também pode contribuir

Como dito no início, nossas campanhas se baseiam exclusivamente no trabalho de militantes e apoiadores(as). E mesmo em tempos difíceis como os atuais, sempre é possível contribuir de alguma forma. Uma delas e compartilhando nossos materiais nas redes sociais.

Algo que, inclusive, sabemos que muitos já estão fazendo, como demonstrando em um artigo publicado pelo UOL, em 16/10/2020, que sob o título Mamãe Falei e Joice perdem fãs em redes sociais no início da campanha (https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2020/10/16/eleicoes-2020-joice-hasselmann-arthur-do-val-mamae-falei-redes-sociais.htm) destaca que “quem mais ganhou seguidores em proporção no Twitter foi Marina Helou (Rede), 64% a mais no período analisado, seguida por Vera Lúcia (PSTU), com 15%, e Jilmar Tatto (PT), com 7,4%. Um índice que temos certeza pode subir muito mais até o final da campanha. E contamos com vocês para que isto aconteça.

Siga a Vera

No Facebook
No Twitter
No Instagram