“Dançarina da Pizza“ ataca liberdade sindical

O Sindicato dos Químicos de São José dos Campos – SP teve o jornal da categoria apreendido pela justiça em detrimento do livre exercício da atividade sindical e política no país. A apreensão atende pedido da candidata a novo mandato parlamentar conhecida no país inteiro como a “dançarina da pizza”. A referida deputada estampou capas e mais capas de jornais e revistas no Brasil inteiro e chegou a ser citada internacionalmente como a defensora dos corruptos do atual governo.

A parlamentar em questão sentiu-se ofendida por ter a foto dela estampada no jornal com a seguinte legenda: “dançarina da pizza”, termo que de forma tragicômica para o cidadão que não acoberta a corrupção a tornou mundialmente conhecida. Não importa qual fosse o escândalo, lá estava ela pronta a bradar a ética na política como a principal virtude dos acusados de corrupção nas CPIs dos Correios, do Mensalão etc.

A apreensão baseia-se em matéria divulgada pelo jornal “Boca no Trombone” esclarecendo a categoria química a não votar em candidatos corruptos e naqueles que defendem as reformas trabalhista, sindical e previdenciária. A matéria tem o intuito de informar ao sócio do Sindicato e eleitor que o voto dele pode influir definitivamente na aprovação de medidas que vão retirar direitos trabalhistas, de livre organização sindical e previdenciários da classe trabalhadora, que gera a riqueza do país e paga a conta dos mensaleiros e sanguessugas.

O movimento sindical tem o papel de esclarecer o trabalhador de que o voto dele pode se voltar contra os direitos adquiridos. É esse o papel legítimo do movimento sindical: organizar os trabalhadores para a luta política em prol da manutenção de direitos e conquistas. É essa a função desempenhada pelo Sindicato dos Químicos.

A apreensão configura mais um exemplo claro do ataque e perseguição política deste governo aos sindicatos de esquerda, sobretudo neste momento de extrema importância em que os brasileiros vão eleger representantes que vão lutar ou roubar o país nos próximos quatro anos.

É por isso que os movimentos de oposição à bandalheira instalada no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional são atacados, inclusive pela justiça, que exerce o papel de instrumento da burguesia ao cercear o direito à liberdade de expressão sindical e jornalística.

O trabalhador tem o direito de saber que a parlamentar que ele ajudou a eleger passou mais tempo defendendo corrupto do que trabalhando pela região, tem o direito de saber que o deputado que ele vai colocar na Câmara pode aprovar as reformas pregadas pelo governo para diminuir o tempo de licença-maternidade, aumentar o tempo mínimo para a aposentadoria, acabar com o direito à greve etc.

Um país justo só se constrói com muita luta. E a luta só se constrói com organização, mobilização e, acima de tudo, liberdade de expressão e esclarecimento da classe trabalhadora. O eleitor precisa e merece o direito à verdade.