Csp-Conlutas reúne delegações de todo o país em congresso vitorioso

O 1º Congresso Nacional da CSP-Conlutas, realizado de 27 a 30 de abril em Sumaré (SP), sem dúvida representa uma enorme vitória para a luta dos trabalhadores e da juventude e para consolidação e fortalecimento da CSP-Conlutas. Durante quatro dias dirigentes e ativistas do movimento sindical, popular e estudantil estiveram num encontro marcado pelo entusiasmo e emoção dos que lutam em todo o país contra as mazelas dos governos e dos patrões e em defesa de melhores condições de vida para todos.

Ao contrário de congressos anteriores, pela primeira vez todos os estados e o Distrito Federal estiveram representados, com quase 2.200 delegados e observadores, mesmo em base a critérios mais rígidos de eleição e participação.

Porém, o mais significativo foi a CSP–Conlutas, uma central sindical e popular recém fundada, reunir em seu primeiro congresso o melhor da vanguarda das lutas do país. Participaram do congresso, por exemplo, delegados representando a luta dos operários da construção civil de Belo Monte e do Comperj, do funcionalismo público, dos profissionais de educação, do movimento popular, do Pinheirinho, dos estudantes entre outros setores. Além da construção civil, houve uma grande delegação de operários, como metalúrgicos e petroleiros, maior que as de congressos anteriores da Conlutas e do Conclat. Incluindo aí representantes do Sindipetro do Amazonas, que se filiou à CSP Conlutas, reforçando a presença operária na central.

REORGANIZAÇÃO
O congresso, em realidade, conseguiu ser um pólo de atração para outros setores de lutadores da classe trabalhadora. Assim, além da FENASPS e sindicatos filiados, participaram do congresso setores do funcionalismo público como FENASPS, ASSIBGE, Fasubra e ASFOC, que refletem a aproximação de lutadores e correntes ligados à Intersindical.

No mesmo sentido, o sindicato dos trabalhadores dos Correios do Amazonas rompeu com a “Unidos pra Lutar”, filiou-se à CSP-Conlutas e veio ao congresso. Também participaram do congresso uma delegação dos seringueiros do Acre. O congresso teve ainda uma boa participação do setor metro-ferroviário, que inclui sindicatos da base da CUT.

DEBATES POLÍTICOS
Diante disso, o congresso tinha a enorme responsabilidade de responder aos desafios da luta de classes e de todos esses setores que foram ao congresso em busca de respostas para suas lutas. Desde esse ponto de visto, o congresso foi pautado pelo debate político e foi um momento importante na resistência dos trabalhadores e da juventude contra os planos dos governos e dos patrões.

Desde a apresentação das teses, passando pelos grupos até as plenárias, houve um intenso debate em que dirigentes e ativistas discutiram e aprovaram resoluções sobre conjuntura internacional e nacional, Criminalização dos Movimentos Sociais, Desindustrialização e Pacto Social, Construção Civil, Greves dos Bombeiros e PM’s, Balanço de Atividades e Organização da CSP-Conlutas, Estatutos.

A necessidade de buscar construir um Plano de Ação, que organize e unifique a resistência do movimento sindical, popular e estudantil numa jornada de lutas deu base para resolução sobre Campanhas Políticas e Plano de Ação.
O congresso pôde ainda avançar na questão da organização de base, tema central do congresso e na compreensão estratégica dessa questão, a começar pela organização por local de trabalho, na participação das CIPAS e eleição dos delegados sindicais.
O debate contra a opressão ocorreu, sem prejuízo das resoluções dos setoriais de mulheres, negros e negras e LGBT. Outros momentos importantes foram o Encontro Nacional de Mulheres da CSP-Conlutas, um dia antes do congresso, e as atividades do Quilombo Raça e Classe.

CONSOLIDAÇÃO
O 1º Congresso Nacional da CSP–Conlutas ao organizar a resistência dos trabalhadores e da juventude contra os planos do governo e dos patrões e expressar esse importante processo de reorganização pela base representa uma enorme vitória e encerra, assim, o ciclo de crise aberta pela ruptura do Conclat, ocorrida em 2010, em Santos.
Assim, a polêmica sobre a questão do nome da central, que foi pretexto para ruptura ocorrida em Santos, teve desdobramento distinto a partir do debate democrático e do respeito à decisão tomada democraticamente pelos delegados da base no congresso. A proposta de mudança do nome da central foi rejeitada pela ampla maioria dos delegados presentes no congresso e acatado por todos.

Foi mantido o número atual de membros da Secretaria Executiva Nacional e, desde já, o congresso garantiu uma cota na direção executiva da CSP-Conlutas para os novos setores que venham a se integrar à central.

Por todos esse elementos, o 1º Congresso da CSP-Conlutas serviu para reafirmação e a consolidação da CSP-Conlutas como instrumento de luta e alternativa de direção para o movimento de massas, sendo o pólo à esquerda mais dinâmico do processo de reorganização, que representa uma grande vitória para a luta dos trabalhadores e da juventude.

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