Cronologia da ocupação de Goiânia

Veja os principais fatos da ocupação dos sem-teto

  • Maio de 2004
    Sem-teto invadem terreno no Parque Oeste Industrial, abandonado há cerca de 40 anos pelos proprietários, que devem cerca de R$ 2 milhões em impostos. A ocupação conta com 3.500 famílias. Uma creche é improvisada, moradias começam a ser construídas e o bairro é batizado de Sonho Real. Os proprietários entram na Justiça.

  • Setembro de 2004
    A Justiça determina que o terreno volte aos proprietários. Os moradores recorrem.

  • 25 de janeiro de 2005
    Lula visita Goiânia, no Dia do Carteiro e ignora ato dos sem-teto. Para o governador Marconi Perillo (PSDB) e o prefeito Íris Resende (PMDB), ameaça cantar “Amigos para sempre”.

  • 31 de janeiro de 2005
    Antigos donos vencem a disputa judicial e prazo termina o prazo para reintegração de posse. A Polícia Militar prepara uma grande operação e os moradores prometem resistir. Cavam trincheiras e erguem barricadas de pneus.

  • 11 de fevereiro de 2005
    A ocupação é cercada por policiais, que atacam durante a madrugada com bombas de gás e balas de borracha.

  • 15 de fevereiro de 2005
    Polícia invade a ocupação de madrugada, por volta das 04h30. Moradores resistem pondo fogos nas barricadas e comemoram quando a PM recua e deixa o local. Três moradores e um policial ficam feridos. Os PMs atiraram com fuzil e com revolveres calibre 38.

  • 16 de fevereiro de 2005
    Cerca de 2.500 policiais cercam a ocupação Sonho Real. A invasão começa às 09h, com retro-escavadeiras derrubando casas. Ao meio-dia, centenas estão presos, 24 sem-teto estão feridos e duas pessoas mortas. O secretário de Segurança afirma que a operação “foi um sucesso”, mas é obrigado a voltar atrás horas depois.

  • 17 de fevereiro de 2005
    No velório de Pedro Nascimento Silva e Wagner da Silva Moreira, policiais infiltrados tentam prender líderes dos sem-teto. São expulsos. Ministério Público investiga denúncias de que mais sem-teto teriam sido mortos.

  • 18 de fevereiro de 2005
    Com a repercussão, governos municipal e estadual negociam a desapropriação do terreno.

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