Crise interna palestina

A corrupção e a desagregação da Autoridade Nacional Palestina (ANP), desde os marcos dos Acordos de Oslo, atingiu o ápice nas últimas semanas, quando diversos setores, como os militantes da própria base do Fatah, o partido de Yasser Arafat, ocuparam e incendiaram prédios do governo da ANP, seqüestraram oficiais de segurança da polícia palestina e exigiram a renúncia do primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina, Ahmed Quorei.

As brigadas dos mártires de Al Aqsa lideraram manifestações de rua contra a nomeação feita por Arafat, de seu próprio primo, Musa Arafat, para liderar o serviço secreto de segurança da ANP em Gaza.

Esses acontecimentos são um repúdio à corrupção financeira e ao nepotismo na ANP, mas não somente a isto. Expressam também a insatisfação, cada vez mais profunda, com a política pró-imperialista de Yasser Arafat e o surgimento de toda uma geração que resgata a bandeira de um único Estado na Palestina, laico, democrático e não-racista.

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