PSTU Bahia

Com aceleração da Covid-19, Brasil tem tendência crescente pior que Itália, Espanha e Estados Unidos. A política genocida de Bolsonaro é a principal responsável por essa situação. Por isso, reafirmamos a necessidade da derrubada deste governo. É preciso gritar em alto e bom som: Fora Bolsonaro e Mourão!

Contudo, a política limitada adotada pelos governadores e prefeitos também não são eficientes para combater a pandemia, já que o isolamento social – principal medida contra o avanço do coronavírus – foi adotada de forma parcial. Assim, segue a lógica dos capitalistas: lucros acima das vidas, velas e caixões para o povo!

Aqui na Bahia, todas as fábricas do Polo Industrial de Aratu, do Polo Petroquímico de Camaçari, o setor de mineração e agronegócio seguem a todo vapor, nunca deixaram de funcionar. Quando o correto deveria ser a paralisação total de todos os serviços não essenciais.

Cadê o isolamento social?

O isolamento social, midiaticamente explorado pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) e pelo governador Rui Costa (PT), é tão meia boca que basta olhar a movimentação de carros no trânsito e a quantidade de pedestres circulando nas avenidas da capital baiana, aumentando consideravelmente os focos de contaminação e transmissão do coronavírus.

Salvador nunca chegou perto da taxa de 70% de isolamento social, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A média da taxa de isolamento social na Bahia é de 45%.

A falta de políticas efetivas que permita de verdade o isolamento social, com a garantia de emprego e renda para que as pessoas fiquem casa, tem levado ao aumento do número pessoas infectadas e de mortes.

A pandemia tem raça e classe. Com mais de 70 bairros de Salvador com registros de casos de coronavírus, os pobres e os negros, moradores da periferia são os mais atingidos.

De acordo com o boletim divulgado hoje (01/05), pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), são 3.140 casos confirmados e 117 mortes na Bahia. Nas últimas 24h, foram registrados 273 casos e 13 mortes. Salvador concentra a maioria dos casos confirmados (1.995) e mortes (76).

Em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia e o maior entroncamento rodoviário do interior Norte/Nordeste, o governo Colbert Martins (MDB), aposta na catástrofe humanitária e na crise da saúde pública na cidade. Curvando-se aos grandes empresários, o prefeito permitiu a retomada do comércio, implodindo a quarentena e o isolamento social.

Enquanto os casos de Covid-19 só aumentam, a prefeitura segue passivamente sem tomar as medidas necessárias: testes em massa nas entradas e saídas da cidade, estatização e criação de hospitais de campanha, além da oferta de seguridade social para os desempregados, à população em situação de rua, aos trabalhadores informais e ambulantes.

Nada disso tem sido feito, e a gravidade da situação em Feira de Santana se amplia, tendo no momento 90 casos de Covid-19 e 1 morte.

Medidas emergenciais

ACM Neto e Rui Costa não podem se diferenciar de Bolsonaro apenas no discurso. É preciso ações que avancem nas medidas de combate à Covid-19.

É preciso decretar quarentena social ampla. Não pode ser que trabalhadores de serviços não essenciais sigam saindo de casa, arriscando a vida, como acontece os operários das obras do BRT. As obras na Avenida Sete só foram paralisadas porque um operário foi vítima do coronavírus. o prefeito ACM Neto deve suspender todas as obras não essenciais, já!

A quarentena deve ser um direito garantido para todos e não um privilégio. Para tanto, os governos precisam garantir a estabilidade no emprego de todos os trabalhadores e adotar medidas de segurança para aqueles que estão nos serviços essenciais.

O governador Rui Costa deve determinar a paralisação das fábricas não essenciais. Mudar a cadeia de produção para a confecção de itens básicos de segurança e equipamentos para os hospitais públicos.

É preciso fechar o comércio em cidades como Feira de Santana, e garantir que os pequenos e médios comerciantes recebam um apoio social para a manutenção dos salários de seus trabalhadores. A vida vale mais que o lucro dos empresários!

É necessário realizar teste em massa na população. Garantir a distribuição de kits de higiene pessoal e materiais básicos de segurança como máscaras e álcool em gel.

Deve-se implementar projetos sociais para garantir abrigo às pessoas em situação de rua. Ter comida na mesa dos mais pobres, pois os pobres são os mais vulneráveis à pandemia. E os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 50% dos baianos são pobres.

Tem que taxar as grandes fortunas na Bahia. Suspender o pagamento da dívida pública municipal e estadual. Suspender a isenção fiscal aos grandes empresários. Juntar todo esse dinheiro e aplicar nos serviços públicos e nas áreas sociais.