Construir uma nova direção para o movimento sindical do país

O governo está terminando o projeto de reforma Sindical, que deve ser enviado ao Congresso. A CUT e a Força Sindical apóiam esta proposta, e na verdade foram co-autoras da mesma. Como já denunciamos diversas vezes, esta reforma é parte de mais uma das contra-reformas neoliberais que o governo Lula vai querer impor aos trabalhadores.

A reforma Sindical amplia o poder das cúpulas das Centrais sindicais que vão poder negociar diretamente os direitos dos trabalhadores, sem consultar os sindicatos de base. Depois vem a outra parte deste plano, que é as reforma Trabalhista, cuja pretensão é “flexibilizar” os direitos dos trabalhadores. Rodrigo Rato, diretor-gerente do FMI, teve uma reunião com Lula, na semana do 7 de setembro, para preparar esta reforma, o próximo ataque do governo Lula contra os trabalhadores que será feito logo passem as eleições.

Com a reforma Trabalhista, o governo vai querer acabar com as férias e o décimo-terceiro salário dos trabalhadores, sendo que tudo isto poderá ser negociado diretamente pelas cúpulas das Centrais, a partir da reforma Sindical.

A CUT é hoje a maior Central pelega do país. Atrelados diretamente ao governo, os novos pelegos preparam derrotas históricas para os trabalhadores, como os velhos pelegos fizeram nos tempos da ditadura militar.

Agora a CUT propõe o pacto social, com o objetivo de evitar “pressões salariais” dos trabalhadores, justo quando podemos conseguir melhores conquistas, pelo ambiente causado pelo crescimento econômico. Direções sindicais ligadas à maioria da direção da CUT querem evitar a greve dos bancários, em defesa de um acordo rebaixado, uma migalha perante os altíssimos lucros dos grandes banqueiros.

Não é por acaso que muitos sindicatos estão discutindo a ruptura com a CUT e aderindo à Conlutas, como foi caso do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, e, neste fim de semana, o do Sindsef, de São Paulo. Não é por acaso que uma boa parte das oposições bancárias que estão lutando contra a direção da CUT nesta campanha salarial são ligadas à Conlutas.
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