Construindo novas ferramentas

Para acompanhar a mudança de ânimo do movimento estudantil, a construção de novas ferramentas é cada vez mais necessária. A UNE foi completamente corrompida pelo burocratismo e governismo. Além de não enviar sequer uma moção de apoio à ocupação da USP, essa entidade conseguiu a proeza de ser expulsa pelos estudantes da vitoriosa ocupação da UFAL.

Desesperada para capitalizar as mobilizações que se alastravam, a UNE marcou para 6 de junho, em acordo o Ministério da Educação, um dia nacional de ocupações de reitorias. Foi um fiasco. Os estudantes perceberam a manobra e não atenderam ao chamado.

Já a Conlute desempenhou um papel importantíssimo nas lutas deste semestre. Foi assim nas ocupações da USP, UFRJ, UFAL, UFPA, entre outras, e na construção da plenária nacional. Foram mobilizações em que, apesar da UNE, os estudantes arrancaram vitórias e se fortaleceram.

Novos desafios virão, como a greve dos servidores técnico-administrativos federais, que já atinge 46 instituições. Para não desperdiçar energias e derrotar definitivamente os planos educacionais de Lula e do Banco Mundial, o movimento estudantil deve começar desde já a construção de uma nova entidade.

Post author
Publication Date